<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036</id><updated>2011-12-25T14:17:02.023-02:00</updated><category term='Traduções'/><category term='vacinas'/><category term='Transcrições'/><category term='ScienceBlogsBrasil'/><category term='Skeptoid'/><category term='Comunicado'/><category term='Paranormal'/><category term='Sociedade'/><category term='Ateísmo'/><category term='Podcasts'/><category term='Vídeos'/><category term='Humanismo'/><category term='Evolução'/><category term='mídia'/><category term='pseudociência'/><category term='estatística'/><category term='Aleatórios'/><category term='Computação'/><category term='Religião'/><category term='história'/><category term='Pessoal'/><category term='saúde'/><category term='Citações'/><category term='filosofia'/><category term='Ética'/><category term='Humor'/><category term='ciência'/><category term='Ceticismo'/><category term='OVNIs'/><category term='medicina'/><title type='text'>Campelog</title><subtitle type='html'>Pensamentos, aleatoriedades e um pouquinho de bom senso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-1859309343558287532</id><published>2011-12-23T16:23:00.001-02:00</published><updated>2011-12-23T17:17:10.533-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Crítica à fé versus crítica às organizações.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="https://lh4.googleusercontent.com/-E6RZ3oxpyPU/TW0ii_jny1I/AAAAAAAAFaI/BGiFWGm9OHY/s500/belief.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 215px;" src="https://lh4.googleusercontent.com/-E6RZ3oxpyPU/TW0ii_jny1I/AAAAAAAAFaI/BGiFWGm9OHY/s500/belief.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Muitas vezes as discussões sobre a existência ou não de um deus (qualquer que seja o sabor de preferência do interlocutor) acabam caindo em algumas questões completamente tangenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas você não acha que a religião é uma coisa boa, que mantém a sociedade em ordem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sem a igreja, quem cuidaria dos necessitados?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mas você não pode provar que deus não existe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Então você odeia deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma discussão nesta linha ocorreu recentemente no meu &lt;a href="https://www.facebook.com/fcampelo"&gt;Facebook&lt;/a&gt;, e resolvi aproveitar as respostas e adaptar algo aqui para o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, não há ódio em relação a qualquer deus, apenas descrença. Minha crítica à religião é completamente separada daquela direcionada à hipótese divina, embora em muitos casos as duas acabem sendo confundidas por muita gente no meio da argumentação. A crítica à religião é direcionada a um fenômeno social, enquanto que aquela em relação à ideia de existência de algum deus é baseada na necessidade de evidência proporcional à magnitude de qualquer afirmação objetiva sobre o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista estritamente filosófico você pode me chamar de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agnosticism"&gt;agnóstico&lt;/a&gt; (no sentido originalmente definido pelo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Henry_Huxley"&gt;Thomas Huxley&lt;/a&gt;), mas na prática penso que a probabilidade de existência divina é tão remota (dada a ausência de evidência de qualquer fenômeno do universo observável requerendo a postulação de uma divindade qualquer) que a atitude na vida diária tende ao &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Atheism"&gt;ateísmo&lt;/a&gt;. Resumindo, eu realmente acho que não existe qualquer coisa sobrenatural (incluindo deuses, macumbas ou leprechauns), mas se você tiver evidências suficientemente fortes eu estou pronto a examina-las. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a questão de "não haver provas de não-existência", recomendo demais a leitura de dois artiguinhos da Wikipedia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Argument_from_ignorance"&gt;Argument from Ignorance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Russell%27s_teapot"&gt;Russel's Teapot&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação às críticas em relação a religiões organizadas e à igreja católica, um argumento que recebi foi:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sobre a tirinha (ver abaixo), sim era um absurdo mas, passou! A igreja já admitiu os seus erros e pediu perdão. Vamos cuidar de problemas ainda não solucionados, como a pedofilia, por exemplo!&lt;/span&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-8VfMrUwGI8c/TvTPrbpTvtI/AAAAAAAAFqc/d2vSF7BiCmg/s1600/FB-tirinha.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-8VfMrUwGI8c/TvTPrbpTvtI/AAAAAAAAFqc/d2vSF7BiCmg/s320/FB-tirinha.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689400574338121426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo apenas com uma parte muito pequena desta afirmação: acho sim que devemos focar em problemas que ainda estão acontecendo. Entretanto, não sei se a argumentação de "já passou, pediram desculpas e tá tudo certo" é muito válida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere a seguinte situação baseada em fatos reais (prá não usar o óbvio e nauseante exemplo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Godwin%27s_law"&gt;Godwinesco&lt;/a&gt;): o &lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/Khmer_Rouge"&gt;Khmer Rouge&lt;/a&gt; torturou, perseguiu, matou e destruiu milhões de vidas no Camboja, até involuntariamente perderem parte do poder em 1979, embora tenham permanecido na ativa até a década de 90. Se amanhã ou depois o um novo lider de um Khmer Vermelho ressurgente, ainda mantendo toda a riqueza acumulada durante o regime prévio, pedisse desculpas e dissesse "isto é passado, já pedimos perdão, vamos focar agora no problema de estupros coletivos que assola nossas fileiras", você sinceramente acha que alguém daria confiança? Que daria uma plataforma pra um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pol_Pot"&gt;Pol Pot&lt;/a&gt; Jr. opinar em questões de direitos humanos? Ou em relação a qualquer coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única razão que consigo imaginar pela qual a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Catholic_Church"&gt;ICAR&lt;/a&gt; não foi declarada um inimigo durante a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II"&gt;WW2&lt;/a&gt; - lembrando que o Vaticano foi PRIMEIRO estado a fazer tratados com o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Third_Reich"&gt;Terceiro Reich&lt;/a&gt; (vixi, não consegui escapar do Godwin!), o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Reichskonkordat"&gt;Reichskonkordat&lt;/a&gt; de 1933 que, por sinal, ainda está em efeito até hoje - e possivelmente a única pela qual o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eugenio_Pacelli"&gt;Pio XII&lt;/a&gt; não estava no banco dos réus em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nuremberg_Trials"&gt;Nurenberg&lt;/a&gt;, foi porque a mesma afirma falar em nome do deus cristão. As pessoas de ótimo coração, que seguem a fé porque acham de verdade que é uma coisa positiva, esqueceram ou racionalizaram internamente as atitudes da igreja com uma velocidade impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja deixou de perseguir mulheres por bruxaria, mas ainda defende a &lt;a href="http://www.biblegateway.com/passage/?search=1+Peter+3%3A5-6&amp;version=NIV"&gt;submissão destas aos homens&lt;/a&gt;. Ainda se opõe aos &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Christian_views_on_contraception#Roman_Catholicism"&gt;preservativos e toda forma de planejamento familiar que não seja a abstinência completa&lt;/a&gt; - onde ganha bonus points de ironia, tendo suas fileiras formadas em boa parte por supostos celibatários tentando ensinar aos outros como levar a vida sexual. É uma instituição que &lt;a href="http://www.newsfromafrica.org/articles/art_10231.html"&gt;ajudou ativamente no genocídio de Tutsis em Ruanda&lt;/a&gt;, não no século XV, mas na última década do século XX! Se fosse uma organização secular já teria sido proibida e criminalmente processada em qualquer país civilizado do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo que não hajam boas pessoas na igreja - isto seria um absurdo tremendo. A esmagadora maioria das pessoas religiosas (de qualquer credo) que conheço são indivíduos fantásticos, morais, que educam seus filhos e pagam suas contas em dia, que se horrorizam com as crueldades humanas e se encantam com a beleza do universo. Assim como as pessoas não-religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não afirmo que não hajam boas ações sendo realizadas por organizações católicas - obviamente tal afirmação seria também injusta. Doações, campanhas do agasalho, ajuda aos necessitados, há ações bacanas feitas por estes grupos. De forma similar, temos o Natal sem Fome do Betinho (que era ateu), os Medecins Sans Frontieres (seculares), e tantas outras organizações de caridade sem afiliação religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, eu não acho que as boas ações redimam a ICAR de seus crimes passados e presentes. Não enquanto a liderança continuar arrotando superioridade moral e pregando as virtudes da humildade e da caridade sentada no alto de pilhas insanas do dinheiro. Ou enquanto insista em forçar suas opiniões não apenas naqueles que voluntariamente escolhem seguir seus preceitos, mas também nos não-seguidores (basta ver o lobby fortíssimo anti-união homoafetiva, anti-aborto, anti-uso de preservativos, etc etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para fechar, perceba que em nenhum ponto ataquei aqui a fé cristã, mas apenas a organização que se construiu ao redor da mesma. Não escondo de ninguém que tenho minhas opiniões e críticas em relação às afirmações místicas que formam os fundamentos da crença, mas isto não forma a base de minha antipatia pela instituição, cujas razões (bem, algumas poucas delas) mencionei acima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-1859309343558287532?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/1859309343558287532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=1859309343558287532' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/1859309343558287532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/1859309343558287532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/12/httpspicasaweb.html' title='Crítica à fé &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; crítica às organizações.'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-E6RZ3oxpyPU/TW0ii_jny1I/AAAAAAAAFaI/BGiFWGm9OHY/s72-c/belief.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-7396235839647219765</id><published>2011-12-22T19:51:00.002-02:00</published><updated>2011-12-22T19:53:37.767-02:00</updated><title type='text'>Boas festas!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-M8EHQKYNTd4/TvOmkUbX6eI/AAAAAAAAFqQ/2kRoP_fHok8/s1600/natal-cienti%25CC%2581fico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 252px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-M8EHQKYNTd4/TvOmkUbX6eI/AAAAAAAAFqQ/2kRoP_fHok8/s400/natal-cienti%25CC%2581fico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5689073897188092386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Peguei lá no excelente &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/2011/12/entao-e-natal/"&gt;Meio de Cultura&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-7396235839647219765?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/7396235839647219765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=7396235839647219765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/7396235839647219765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/7396235839647219765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/12/boas-festas.html' title='Boas festas!'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-M8EHQKYNTd4/TvOmkUbX6eI/AAAAAAAAFqQ/2kRoP_fHok8/s72-c/natal-cienti%25CC%2581fico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-8493043139341479370</id><published>2011-12-20T10:59:00.002-02:00</published><updated>2011-12-20T11:02:36.781-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Citação do dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.explicatorium.com/images/Personalidades/Richard_Feynman.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 354px;" src="http://www.explicatorium.com/images/Personalidades/Richard_Feynman.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sobre essa história de nomes e palavras, vou contar a vocês outra história. [Quando eu era criança] costumávamos ir para as Catskill Mountains nas férias. … Estávamos brincando nos campos e esse menino disse para mim: ‘Vê aquele pássaro lá no galho? Qual é o nome dele?’. Eu disse, ‘Não tenho a menor ideia’. Ele disse: ‘É um tordo de papo marrom. Seu pai não lhe ensina muito sobre ciência’. Eu ri comigo mesmo, porque meu pai já tinha me ensinado que [o nome] não me diz nada sobre o pássaro. Ele me ensinou ‘Vê aquele pássaro? É um tordo de papo-marrom, mas na Alemanha é chamado um halsenflugel, e em chinês o chamam de chung ling e mesmo que você saiba todos esses nomes, você ainda não sabe nada sobre o pássaro – você só sabe algo sobre as pessoas, como elas o chamam. Agora, o tordo canta e ensina seus filhotes a voar, e voa muitos quilômetros de distância durante o verão e ninguém sabe como ele encontra seu caminho’. Há uma diferença entre o nome de algo e o que acontece&lt;/span&gt;”.&lt;\p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;– &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Feynman"&gt;Richard Feynman&lt;/a&gt;, “O que é ciência?”&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-8493043139341479370?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/8493043139341479370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=8493043139341479370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8493043139341479370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8493043139341479370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/12/citacao-do-dia.html' title='Citação do dia'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3841447050765384873</id><published>2011-06-01T16:32:00.004-03:00</published><updated>2011-06-01T16:50:12.807-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medicina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ceticismo'/><title type='text'>Celulares e Câncer - Artigo sensacionalista do Meio Bit</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="black"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ELtsHiwSBWk/TeaUKcJdIFI/AAAAAAAAFcc/AYYiFBc36X0/s1600/cell-phone-brain-tumor-713.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 184px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ELtsHiwSBWk/TeaUKcJdIFI/AAAAAAAAFcc/AYYiFBc36X0/s200/cell-phone-brain-tumor-713.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613336892639354962" /&gt;&lt;/a&gt; Recentemente um colega me chamou a atenção para um &lt;a href="http://meiobit.com/86146/oms-celulares-podem-causar-cancer/"&gt;artigo do blog de tecnologia Meio Bit&lt;/a&gt; descrevendo, em termos apocalípticos, uma interpretação do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://www.iarc.fr/en/media-centre/pr/2011/pdfs/pr208_E.pdf"&gt;press release&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; recentemente publicado pela &lt;a href="http://www.iarc.fr/en/"&gt;International Agency for Research on Cancer&lt;/a&gt;. O tom do artigo, e principalmente sua conclusão sensacionalista ("O celular é hoje, provavelmente, o novo cigarro.") levantaram algumas das usuais &lt;span style="font-style:italic;"&gt;red flags&lt;/span&gt; na minha cabeça de cético rabugento. Um pouquinho de pesquisa e rastreamento de fontes acabou produzindo o comentário abaixo, que reproduzo aqui para registro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que tenha algum coelho neste mato, mas lendo a &lt;a href="http://www.iarc.fr/en/media-centre/pr/2011/pdfs/pr208_E.pdf"&gt;fonte original&lt;/a&gt; reparei em algumas qualificações que acho importantes:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"The evidence was reviewed critically, and overall evaluated as being limited&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; among users of wireless telephones for glioma and acoustic neuroma, and inadequate&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt; to draw conclusions for other types of cancers"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="black"&gt;Definições associadas:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; - "'Limited evidence of carcinogenicity': A positive association has been observed between exposure to the agent and cancer for which a causal interpretation is considered by the Working Group to be credible, but chance, bias or confounding could not be ruled out with reasonable confidence."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt; - "'Inadequate evidence of carcinogenicity': The available studies are of insufficient quality, consistency or statistical power to permit a conclusion regarding the presence or absence of a causal association between exposure and cancer, or no data on cancer in humans are available"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, pode até ser que exista alguma relação causal, mas a melhor evidência obtida até o momento é insuficiente para derivar quaisquer conclusões definitivas a respeito. Aliando isto ao nível de potência bastante baixo dos celulares atuais e aos resultados de pesquisas que mostram uma elevação de temperatura média ordens de magnitude inferior ao ruído térmico do próprio corpo humano (pergunte ao Ramírez ou à Ana [1-2], eles trabalham com isto já há alguns anos), minha atitude inicial é de ceticismo quanto a esta correlação, pending further evidence to the contrary ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, a &lt;a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs193/en/"&gt;segunda referência citada&lt;/a&gt; pelo artigo do Meio Bit como "participantes do estudo que utilizavam regularmente celulares a mais de 10 anos dobraram a incidência de glioma", na verdade lista apenas os seguintes "key facts":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Mobile phone use is ubiquitous with an estimated 4.6 billion subscriptions globally.&lt;br /&gt;- To date, no adverse health effects have been established for mobile phone use.&lt;br /&gt;- Studies are ongoing to assess potential long-term effects of mobile phone use.&lt;br /&gt;- There is an increased risk of road traffic injuries when drivers use mobile phones (either handheld or "hands-free") while driving.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="black"&gt;Nada de aumentos em quaisquer tipos de câncer. Na verdade, a única menção a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;glioma&lt;/span&gt; neste segundo artigo diz exatamente o contrário do sugerido no artigo sensacionalista do Meio Bit:&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"The international pooled analysis of data gathered from 13 participating countries found no increased risk of glioma or meningioma with mobile phone use of more than 10 years. There are some indications of an increased risk of glioma for those who reported the highest 10% of cumulative hours of cell phone use, although there was no consistent trend of increasing risk with greater duration of use. Researchers concluded that biases and errors limit the strength of these conclusions and prevent a causal interpretation."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color="gray"&gt;Abração,&lt;br /&gt;Felipe&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;[1] Ana de Oliveira Rodrigues, "Caracterização da Taxa de Absorção Específica e do Aumento de Temperatura Induzidos por Telefones Celulares na Cabeça Humana" 2003. Tese (Doutorado em Engenharia Elétrica) - Universidade Federal de Minas Gerais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] A.O. rodrigues, L.R. Malta, J.J. Viana, L.O.C. Rodrigues, J.A. Ramírez, "A Head Model for the Calculation of SAR and Temperature Rise Induced by Cellular Phones." IEEE Transactions on Magnetics, v. 44, p. 1446-1449, 2008. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3841447050765384873?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3841447050765384873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3841447050765384873' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3841447050765384873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3841447050765384873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/06/celulares-e-cancer-artigo.html' title='Celulares e Câncer - Artigo sensacionalista do Meio Bit'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ELtsHiwSBWk/TeaUKcJdIFI/AAAAAAAAFcc/AYYiFBc36X0/s72-c/cell-phone-brain-tumor-713.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3123017378937772189</id><published>2011-03-02T13:27:00.004-03:00</published><updated>2011-03-02T13:36:56.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Carl Sagan - The Frontier Is Everywhere</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;Que nunca mais ninguém diga que ciência e razão não são capazes de inspirar o sublime. Tio Sagan, você foi embora cedo demais...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/oY59wZdCDo0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Via &lt;a href="http://io9.com/#!5774106/a-speech-from-carl-sagan-that-will-make-you-cry"&gt;i09&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3123017378937772189?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3123017378937772189/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3123017378937772189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3123017378937772189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3123017378937772189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/03/carl-sagan-frontier-is-everywhere.html' title='Carl Sagan - The Frontier Is Everywhere'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/oY59wZdCDo0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-2016104620762866627</id><published>2011-03-01T13:09:00.007-03:00</published><updated>2011-03-01T13:55:45.419-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Evolução e Cosmogonia - confusões</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ZctchqRSn_Q/TW0kP507TpI/AAAAAAAAFaQ/r4T9KZqYTlE/s1600/ToLWithLeaves.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 168px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZctchqRSn_Q/TW0kP507TpI/AAAAAAAAFaQ/r4T9KZqYTlE/s200/ToLWithLeaves.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579155369021361810" /&gt;&lt;/a&gt;Um colega me pediu para comentar &lt;a href="http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=14425"&gt;um artigo&lt;/a&gt; do José Reis Chavez, publicado ontem no jornal O Tempo. Para não ter problemas com direitos autorais não vou replicar o artigo aqui, dêem um pulo lá no link, leiam, e depois voltem para cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, segue uma reprodução da resposta que enviei. Espero que gostem (e comentem! Este blog está triste porque ninguém manda &lt;span style="font-style:italic;"&gt;feedback&lt;/span&gt;!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante o artigo, mas tenho alguns comentários a respeito dos temas abordados. Em primeiro lugar, há de se separar as coisas: a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Evolution"&gt;teoria da evolução&lt;/a&gt; não se refere à criação da vida ou do cosmos - a primeira é o domínio das teorias sobre &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abiogenesis"&gt;abiogênese&lt;/a&gt;, a segunda da &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cosmogony"&gt;cosmogonia&lt;/a&gt;. Neste sentido, colocar a evolução em contraste com a criação do universo é uma falácia, dado que esta se preocupa com a dinâmica de sistemas biológicos uma vez que estes existem, e não com os mecanismos que iniciaram o processo. Seria como descartar a teoria eletromagnética por não explicar a gravidade: a teoria não se propõe a isto, e a comparação é espúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda neste tópico, deve-se lembrar que a oposição dos criacionistas aos fatos da evolução das espécies (comprovados, diga-se de passagem, por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Evidence_of_common_descent"&gt;múltiplas linhas de evidência independente&lt;/a&gt;s  - registro fóssil, evidência genética, observação laboratorial, etc.) é baseada principalmente na interpretação literalista dos textos religiosos (sejam eles quais forem). Criacionistas das religiões abraâmicas (uma vez que o mito de criação é o mesmo para cristãos, judeus e muçulmanos) tendem a rejeitar as evidências da evolução por julgá-las incompatíveis com a letra de suas escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo de criacionismo advogado no artigo, um criacionismo deísta, tende a ser filosoficamente mais seguro, no sentido de não-falsificabilidade. Cientistas que crêem em alguma divindade (o que não é o caso deste que vos fala) tendem a seguir este tipo de idéia: uma divindade que estabeleceu as condições iniciais e depois se diluiu no cosmos ou "saiu de férias". Este tipo de crença é compatível com qualquer nova descoberta da ciência e é, consequentemente, não-falsificável, estando fora dos limites da análise científica. Cientistas com menos tendência à dissonância cognitiva tendem a ter posições filosóficas majoritariamente (mas nem de longe absolutamente) no espectro do deísmo, agnosticismo deísta ou agnosticismo ateísta, e não encontram aí qualquer conflito com o sistema de pensamento necessário à investigação sistemática e adogmática da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-E6RZ3oxpyPU/TW0ii_jny1I/AAAAAAAAFaI/BGiFWGm9OHY/s1600/belief.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-E6RZ3oxpyPU/TW0ii_jny1I/AAAAAAAAFaI/BGiFWGm9OHY/s320/belief.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579153497953651538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando, por outro lado, o princípio da &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Parsimony#Science"&gt;parcimônia &lt;/a&gt;de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ockam's_razor"&gt;Occam&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Popper"&gt;Popper&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Laplace#Napoleon"&gt;Laplace &lt;/a&gt;e companhia, argumentos baseados na existência de uma divindade primordial (ou seja, argumentos deístas) incorporam uma nova premissa gigante em sua construção - a saber, a existência de um ser de complexidade grande o suficiente para criar um universo - que torna modelos deístas (ou teístas) muito mais complexos do que a explicação materialista, e por isto mesmo menos provável considerando o mesmo corpo de dados. Pode-se resumir esta posição como "se o início espontâneo do universo é improvável, a existência de um ser com complexidade infinitamente superior de modo a ser capaz de criar um universo é ordens de magnitude menos plausível". De um ponto de vista científico, não faz sentido escolher uma explicação mais complicada dado que uma mais simples tem o mesmo poder explanatório e requer menos premissas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que cada pessoa tem, como direito inalienável, a liberdade de acreditar no que quiser, e eu seria a última pessoa do planeta a dizer a qualquer um que ele ou ela não pode acreditar nisto ou naquilo (embora haja ocasiões em que as manifestações da crença alheia me sejam perturbadoras). De um ponto de vista científico e filosófico, entretanto, posicionar uma divindade nas lacunas do nosso conhecimento atual é uma proposição fraca na melhor das hipóteses. De qualquer forma, acredito que concordemos que tentar incluir qualquer menção a proposições religiosas sobre a criação da vida, o universo e tudo mais em cursos de ciência (que é um dos pontos-chave no debate criacionista nos EUA) é desonesto e contraproducente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente,&lt;br /&gt;Felipe&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-2016104620762866627?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/2016104620762866627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=2016104620762866627' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2016104620762866627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2016104620762866627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/03/evolucao-e-cosmogonia-confusoes.html' title='Evolução e Cosmogonia - confusões'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZctchqRSn_Q/TW0kP507TpI/AAAAAAAAFaQ/r4T9KZqYTlE/s72-c/ToLWithLeaves.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-8145522533138246764</id><published>2011-02-14T07:49:00.024-02:00</published><updated>2011-02-15T15:28:45.523-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medicina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Reiki: uma avaliação crítica</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-FJ2-De0-FCo/TVj85J_ZQJI/AAAAAAAAFZM/_2HPgTfVGZ8/s1600/reiki-magica.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 166px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FJ2-De0-FCo/TVj85J_ZQJI/AAAAAAAAFZM/_2HPgTfVGZ8/s200/reiki-magica.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573482597735547026" /&gt;&lt;/a&gt;Resolvi escrever este post especialmente para a genial &lt;a href="http://www.youtube.com/user/FalaDanihc#p/a/u/0/UVtXLe9IX-Q"&gt;Daniela Halley&lt;/a&gt;, que tem mandado muito bem na organização da &lt;a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=119589101429286"&gt;Aliança Estudantil Secularista UFMG&lt;/a&gt; e é uma cética de primeira linha. Continue mandando bem, Dani!&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pois bem, a Dani me enviou uma mensagem pedindo ajuda para examinar uma certa &lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI152042-17770,00-ACUPUNTURA%20E%20REIKI%20AGORA%20TEM%20EXPLICACAO%20CIENTIFICA.html"&gt;reportagem&lt;/a&gt; da revista Galileu, onde a jornalista &lt;a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,DGU0-17571,00-BUSCA.html?cx=012582155851081905792:tpxki7x3e28&amp;amp;cof=FORID:11&amp;amp;q=Bruna+Bernacchio&amp;amp;sa="&gt;Bruna Bernacchio&lt;/a&gt; adota uma postura, digamos, pouco crítica em relação a supostos resultados científicos que validariam as modalidades conhecidas como acupuntura e reiki. Como o pedido era especificamente para discutir a seção sobre reiki, vou me concentrar nos argumentos apresentados para esta modalidade. Para quem tiver interesse em uma discussão mais acertada a respeito dos supostos resultados da acupuntura mencionados na Galileu, recomendo o excelente artigo do &lt;a href="http://theness.com/neurologicablog/?p=2015"&gt;Dr. Steve Novella&lt;/a&gt; (em Inglês. Aproveitem e treinem a leitura!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  &gt;&lt;b&gt;Reiki&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Antes de passar à discussão, convém definir o que é Reiki. De acordo com o artigo da &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Reiki"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;sup&gt;(a)&lt;/sup&gt; (traduções e grifos meus):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;Reiki is a spiritual practice developed in 1922 by Japanese Buddhist Mikao Usui. It uses a technique commonly called palm healing as a form of complementary and alternative medicine and is sometimes classified as oriental medicine by some professional bodies. Through the use of this technique, practitioners claim to transfer healing energy in the form of ki through the palms.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reiki é uma prática espiritual desenvolvida em 1922 pelo budista Japonês Mikao Usui. O Reiki utiliza uma técnica comumente conhecida como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;cura pelas mãos&lt;/span&gt; como uma forma de medicina alternativa e complementar, e é ocasionalmente classificada como &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;medicina oriental&lt;/span&gt; por entidades profissionais. Através do uso desta técnica, o praticante de Reiki afirma poder transferir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;energia curadora&lt;/span&gt;, na forma de ki, através das palmas das mãos.&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em outras palavras, o praticante de Reiki abre as mãos sobre uma determinada parte do corpo, se concentra, e afirma poder manipular ou transferir &lt;span style="font-style:italic;"&gt;energias vitais&lt;/span&gt; para o paciente, de forma tratar e curar as mais diversas moléstias. Isto torna o Reiki parte de uma corrente conhecida como &lt;a href="http://www.blogger.com/en.wikipedia.org/wiki/Vitalism"&gt;Vitalismo&lt;/a&gt;, cuja premissa é a existência de algum tipo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;energia vital&lt;/span&gt; que pode ser manipulada ou alterada por adeptos ou praticantes de certas artes. O fato de nenhuma destas energias vitais - ou seus efeitos - jamais terem sido observadas de forma objetiva em mais de 200 anos de investigação científica (Ben Franklin e outros cientistas já investigavam uma modalidade de vitalismo conhecida como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Animal_magnetism"&gt;magnetismo animal&lt;/a&gt; no final do século XVIII, com conclusões fortemente negativas) coloca a plausibilidade prévia deste tipo de modalidade em um valor bastante baixo. Para maiores informações, sugiro ler &lt;a href="http://www.csicop.org/si/show/alternative_medicine_and_the_laws_of_physics/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.skepdic.com/energy.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.skepdic.com/vitalism.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.sram.org/0301/bioenergetic-fields.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e principalmente &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Emily_Rosa"&gt;aqui&lt;/a&gt; (este último fala de Emily Rosa, a pessoa mais jovem a publicar um artigo no prestigioso &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Journal of the American Medical Association&lt;/span&gt;, descrevendo o protocolo e testes utilizados para examinar uma modalidade conhecida como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;toque terapêutico&lt;/span&gt;, extremamente similar ao reiki).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  &gt;&lt;b&gt;Reiki na Literatura Científica&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Suponhamos entretanto que possamos ignorar o fato de que estas energias jamais foram detectadas e que não há qualquer plausibilidade fisiológica ou física para sua existência. Dezenas de estudos foram realizados para testar a eficácia do Reiki (e outras modalidades de vitalismo) ao longo dos anos. O que a literatura médica tem a dizer quanto a isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Uma revisão da literatura publicada em 2008&lt;sup&gt;[1]&lt;/sup&gt; examinou 205 estudos potencialmente relevantes utilizando Reiki para o tratamento de uma série de moléstias. Dentre estes 205 estudos, apenas 9 possuíam os critérios mínimos de qualidade metodológica para inclusão na análise (randomização, cegamento duplo, descrição detalhada do protocolo utilizado, etc.). Os critérios de seleção empregados na revisão foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;RCTs were included if they assessed human subjects who received reiki alone or adjunctive to conventional treatment. Trials comparing reiki with any type of control group were included. Any trials with reiki as part of a complex intervention were excluded. Trials, which aimed to develop the methodology of reiki procedures without clinical outcomes were also excluded. Studies in which no data or no statistical comparisons were reported were excluded. Trials assessing healthy subjects were also excluded. No language restrictions were imposed. Dissertations and abstracts were included. Hard copies of all articles were obtained and read in full.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Testes randomizados e controlados foram incluídos no estudo nos casos onde o estudo foi conduzido em humanos, tanto recebendo somente reiki quanto reiki associado a uma modalidade convencional de tratamento. Testes onde o reiki foi comparado contra &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;qualquer&lt;/span&gt; tipo de grupo controle foram incluídos. Testes onde o reiki foi utilizado como parte de intervenções complexas [N.T.: isto é, em associação com muitos outros fatores ou tratamentos] foram excluídos. Estudos onde o objetivo era desenvolver metodologias dos procedimentos de reiki, sem variáveis clínicas de resposta definidas, foram excluídos. Aqueles que não reportaram dados ou comparações estatísticas também não foram utilizados. Restrições de língua não foram impostas. Dissertações e resumos foram incluídos. Cópias impressas de todos os artigos foram obtidas e estudadas completamente. &lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Após o agrupamento dos dados e subsequente análise dos dados, os autores concluíram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;In conclusion, the evidence is insufficient to suggest that reiki is an effective treatment for any condition. Therefore the value of reiki remains unproven.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Concluindo, a evidência é insuficiente para afirmar que o reiki seja um tratamento efetivo para qualquer condição. Assim sendo, o valor do reiki [N.T.: enquanto terapia] permanece sem provas.&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em uma outra revisão da literatura publicada no próprio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Journal of Alternative and Complementary Medicine&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;[2]&lt;/sup&gt; (que não é sequer um dos mais rigorosos em termos de evidência) concluiu que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;The serious methodological and reporting limitations of limited existing Reiki studies preclude a definitive conclusion on its effectiveness.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;As severas limitações metodológicas e de publicação dos escarsos estudos existentes sobre reiki não permitem alcançar qualquer conclusão definitiva a respeito de sua eficácia.&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outros estudos de grande volume a respeito do uso de reiki para intervenções diversas foram organizados pelo &lt;a href="http://nccam.nih.gov/"&gt;National Center for Complimentary and Alternative Medicine&lt;/a&gt;, e são listados no &lt;a href="http://www.nccamwatch.org/research/reiki.shtml"&gt;NCCAM Watch&lt;/a&gt;. Os resultados obtidos também são pouco animadores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reiki para tratamento de fibromialgia&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Encerrado em 2005.&lt;br /&gt;Conclusões: reiki não foi considerado eficaz no tratamento de fibromialgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reiki em pacientes com AIDS em estágio avançado&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Concluído em 2003.&lt;br /&gt;Conclusões: os resultados não foram publicados na literatura (o que já diz muita coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reiki para neuropatia dolorosa e fatores de risco cardíaco&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;Concluído em 2004.&lt;br /&gt;Conclusões: os resultados não foram publicados na literatura (de novo, já diz muita coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Qualquer um familiar com a literatura científica, e em particular com a literatura médica, consegue entender claramente o que está implicado em todas estas conclusões: a despeito dos quase 90 anos de prática, não há na literatura &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nenhuma&lt;/span&gt; evidência que o reiki funcione melhor que um placebo similarmente aplicado, e que qualquer efeito específico se deve à sugestão do paciente (ou à autosugestão do praticante). Mais recursos para o leitor interessado podem ser encontrados &lt;a href="http://www.quackwatch.org/01QuackeryRelatedTopics/reiki.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; (em texto) e &lt;a href="http://www.pusware.com/quackcast/quackcast29.mp3"&gt;aqui&lt;/a&gt; (episódio 29 do excelente podcast &lt;a href="http://moremark.squarespace.com/quackcast-list-mp3/"&gt;Quackcast&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  &gt;&lt;b&gt;Os Experimentos da Galileu&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas e os experimentos descritos na reportagem da Galileu? Não representariam uma nova vertente na pesquisa do reiki? (a esta altura, o leitor observador já deveter percebido que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pesquisa do reiki&lt;/span&gt; provavelmente é uma área tão científica quanto &lt;span style="font-style:italic;"&gt;aerodinâmica de unicórnios&lt;/span&gt;). Bem, como diria &lt;a href="http://www.sciencebasedmedicine.org/?page_id=228"&gt;Mark Crislip&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;lets look at the facts&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A reportagem trata principalmente dos experimentos do psicobiólogo (!) &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=C030978"&gt;Ricardo Monezi&lt;/a&gt; a respeito dos supostos efeitos do reiki em ratos com câncer induzido. Nas palavras de Monezi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Monezi, que segundo seu CV Lattes trabalhou com metodologia experimental, de cara já coloca uma afirmação que não é tecnicamente verdadeira: animais estão sujeitos *&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sim&lt;/span&gt;* a  efeitos similares ao placebo! Este fenômeno é conhecido já há bastante tempo na pesquisa veterinária e médica, e é muito bem explicado &lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10511866"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.sciencebasedmedicine.org/?p=263"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://skeptivet.blogspot.com/2009/07/placebo-effect-in-animals-and-their.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. De forma breve, o placebo não precisa ocorrer necessariamente no indivíduo (humano ou não) receptor do tratamento. No caso de pesquisa com animais, por exemplo, estudos que não sejam duplo-cegos (ou seja, onde o animal de teste não sabe se recebeu tratamento ou controle, mas o administrador da intervenção &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;sabe&lt;/span&gt;), &lt;a href="http://sociology.camden.rutgers.edu/jfm/tutorial/errors.htm#sel"&gt;observação seletiva&lt;/a&gt; e tendências pessoais (a famosa e quase inevitável &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Confirmation_bias"&gt;tendência à confirmação&lt;/a&gt;) são praticamente garantidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há outras formas através das quais efeitos similares ao placebo podem ocorrer em pesquisas com animais, mas não vou me alongar demais nisto: quero chamar a atenção aqui é para o fato de que, de acordo com o que podemos inferir da reportagem, os experimentos de Monezi carecem exatamente do tipo de controle duplo-cego que menciono acima, o que - como expliquei - abre as portas para a infiltração de todo tipo de tendência pessoal nos dados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;A métrica de avaliação dos resultados descrita (capacidade do organismo de destruir tumores) é vaga o bastante para não permitir uma discussão mais a fundo em relação a este aspecto. Quaisquer que sejam as especificidades da métrica utilizada, entretanto, o não-cegamento do experimentador invalidaria completamente o protocolo experimental utilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Outra razão para uma saudável dose de ceticismo é o fato de o trabalho descrito na reportagem não ter sido publicado em nenhuma revista científica com revisão por pares - muito menos naquelas em que resultados tão impressionantes como os relatados deveriam estar - JAMA, NEJM, talvez até a Nature. Embora o pesquisador tenha defendido sua dissertação de mestrado sobre o assunto, o fato de seus resultados não terem sido publicados na literatura técnica especializada (onde estariam sujeitos às críticas e comentários da comunidade científica em geral) não costuma ser um indicador de qualidade em pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Examinando um pouco mais de perto a &lt;a href="http://www.amebrasil.org.br/html/Disserta__o_de_Mestrado___Oliveira_RMJ.pdf"&gt;dissertação&lt;/a&gt; do Ricardo Monezi (onde os experimentos comentados na Galileu são relatados), observei alguns outros aspectos perturbadores: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;1) a revisão da literatura em terapias energéticas é feita de forma completamente crédula, sem nenhuma referência a trabalhos refutando estas modalidades (como, por exemplo, o da &lt;a href="http://jama.ama-assn.org/content/279/13/1005.full?maxtoshow=&amp;HITS=10&amp;hits=10&amp;RESULTFORMAT=&amp;fulltext=Close+look+at+therapeutic+touch&amp;searchid=1&amp;FIRSTINDEX=0&amp;resourcetype=HWCIT"&gt;Emily Rosa no JAMA&lt;/a&gt;); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;2) o tamanho amostral utilizado (20 indivíduos/grupo) foi pequeno o suficiente para que flutuações estatísticas pudessem ser significativas, mesmo descontando os outros problemas metodológicos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;3) como eu havia suspeitado, na descrição da metodologia utilizada não há &lt;span style="font-style:italic;"&gt;nenhuma&lt;/span&gt; menção ao cegamento dos experimentadores ou dos responsáveis pelas análises posteriores. Ao contrário, a descrição do procedimento inclui as seguintes imagens, também reproduzidas na reportagem da Galileu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Dd-l6dxPQH0/TVqu6enZOfI/AAAAAAAAFZU/duryh0PmBGE/s1600/monezi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 134px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Dd-l6dxPQH0/TVqu6enZOfI/AAAAAAAAFZU/duryh0PmBGE/s320/monezi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573959808498350578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Nem sinal de cegamento do experimentador&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;4) não há também nenhuma referência a medidas para prevenir contaminação cruzada das amostras;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;5) O teste estatístico utilizado (&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Student's_t-test"&gt;Student t&lt;/a&gt;) requer a satisfação de premissas fortes, que não foram validadas durante ou após a análise estatística (normalidade, igualdade de variâncias, independência das amostras). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;5.a) &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota 1&lt;/span&gt;: os dados reportados na dissertação me permitiram verificar a premissa da normalidade para a maioria dos conjuntos. Entretanto, a premissa de isoscedasticidade - isto é, igualdade de variâncias - foi violada brutalmente em todos os testes realizados, o que possivelmente implica na não-validade do teste-t utilizado, a menos que precauções extras tenham sido tomadas - o que não foi reportado no texto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;6) Ainda na parte da análise estatística: o autor falhou em corrigir seus valores de significância para múltiplas hipóteses. Além disto, o trabalho testa uma grande quantidade de hipóteses mal-definidas, frisa aquelas onde anomalias foram observadas, e busca - na discussão final, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;a posteriori&lt;/span&gt; da execução dos experimentos - ajustar quaisquer conjecturas às observações, o que é uma prática falaciosa de análise conhecida como &lt;a href="http://theness.com/neurologicablog/?p=525"&gt;caça por anomalias&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  &gt;&lt;b&gt;Conclusões&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Os experimentos e resultados relatados na revista Galileu não fornecem evidências suficientes para quaisquer afirmações a respeito do efeito do Reiki em ratos com tumores. A literatura médica possui refutações bastante definitivas desta prática, tanto de um ponto de vista de plausibilidade biológica quanto de efeitos clínicos. Reiki é uma modalidade de pensamento mágico pré-científico, e pessoas deveriam gastar seu tempo ou dinheiro com coisas mais produtivas e eficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para aqueles que tem o hábito de argumentar que "pelo menos não faz mal", sugiro uma consulta cuidadosa aos arquivos do &lt;a href="http://whatstheharm.net/"&gt;What's the Harm&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Para os heróis da resistência que conseguiram chegar até o fim deste texto, meus parabéns! Daniela, espero que isto te ajude em suas discussões a respeito do reiki e outras modalidades de pseudomedicina energética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços cordiais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;(a)&lt;/sup&gt; - Em tempo: o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reiki"&gt;artigo&lt;/a&gt; da Wikipédia em Português é escrito a partir de um ponto de vista completamente crédulo em relação às medicinas alternativas em geral, e ao Reiki em particular. O artigo equivalente na Wikipedia em Inglês, geralmente muito mais bem embasada, traz uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Reiki#Research.2C_critical_evaluation.2C_and_controversy"&gt;seção&lt;/a&gt; sobre a completa falta de validade do Reiki de um ponto de vista científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] M. S. Lee, M. H. Pittler, E. Ernst, "&lt;a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1742-1241.2008.01729.x/full"&gt;Effects of reiki in clinical practice: a systematic review of randomised clinical trials&lt;/a&gt;", &lt;span style="font-style:italic;"&gt;International Journal of Clinical Practice&lt;/span&gt; 62(6): 947–54, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] S. vanderVaart, V.M.G.J. Gijsen, S.N. de Wildt, G. Koren, "&lt;a href="http://www.liebertonline.com/doi/full/10.1089/acm.2009.0036"&gt;A Systematic Review of the Therapeutic Effects of Reiki&lt;/a&gt;", &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Journal of Alternative and Complementary Medicine&lt;/span&gt; 15(11): 1157-69, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Crédito da imagem de abertura: Revista Galileu)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-8145522533138246764?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/8145522533138246764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=8145522533138246764' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8145522533138246764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8145522533138246764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/02/reiki-uma-avaliacao-critica.html' title='Reiki: uma avaliação crítica'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-FJ2-De0-FCo/TVj85J_ZQJI/AAAAAAAAFZM/_2HPgTfVGZ8/s72-c/reiki-magica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3996552986963440632</id><published>2011-01-31T13:11:00.001-02:00</published><updated>2011-01-31T13:12:56.058-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aleatórios'/><title type='text'>Viagens por aí...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt; Saudades de viajar...&lt;br /&gt;&lt;style type='text/css'&gt; .ggw-vertical-stack-extra-wide-blue-shaded { font-family:Arial,Verdana,sans-serif; width:357px; font-size:11px; color:#FFFFFF; text-align:left; } .ggw-vertical-stack-extra-wide-blue-shaded .ggw-banner { padding:2px 8px; font-weight:bold; border: solid 1px #87A5C0; border-top: 0px; border-bottom: 0px; background-color:#324E8B; } .ggw-vertical-stack-extra-wide-blue-shaded .ggw-hot { color:#FFFFFF; font-weight:bold; font-size:14px; } .ggw-vertical-stack-extra-wide-blue-shaded .ggw-image { border: solid 1px #87A5C0; height:192px; } .ggw-vertical-stack-extra-wide-blue-shaded .ggw-image img { width:355px; height:192px; border: 0px; padding: 0px; } .ggw-vertical-stack-extra-wide-blue-shaded 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href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Chitose/'&gt;Chitose&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Hakodate/'&gt;Hakodate&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Kansai-Region/Himeji/'&gt;Himeji&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Chgoku-Region/Hiroshima/'&gt;Hiroshima&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Chbu-Region/Kanazawa/'&gt;Kanazawa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Kansai-Region/Kobe-1/'&gt;Kobe&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Kansai-Region/Kyoto/'&gt;Kyoto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Thoku-Region/Matsushima/'&gt;Matsushima&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Chgoku-Region/Miyajima/'&gt;Miyajima&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Naka-furano/'&gt;Naka-furano&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Kant-Region/Nikko/'&gt;Nikko&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Noboribetsu/'&gt;Noboribetsu&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Chbu-Region/Nonoichi/'&gt;Nonoichi&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Obihiro/'&gt;Obihiro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Kansai-Region/Osaka/'&gt;Osaka&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Sapporo/'&gt;Sapporo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Thoku-Region/Sendai/'&gt;Sendai&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Kant-Region/Tokyo/'&gt;Tokyo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Tomakomai/'&gt;Tomakomai&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Japan: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Japan/Hokkaido-Region/Wakkanai/'&gt;Wakkanai&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;South Korea: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/South-Korea/Soul-tukpyolsi-Province/Seoul/'&gt;Seoul&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='contGroup'&gt;Europe&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Austria: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Austria/Styria-State/Seggauberg/'&gt;Seggauberg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Germany: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Germany/Hessen-Region/Frankfurt-am-Main/'&gt;Frankfurt am Main&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Italy: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Italy/Campania-Region/Pompei/'&gt;Pompei&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Italy: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Italy/Campania-Region/Sorrento/'&gt;Sorrento&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Spain: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Spain/Catalonia-Region/Barcelona/'&gt;Barcelona&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='contGroup'&gt;North America&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Canada: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Canada/British-Columbia/Vancouver/'&gt;Vancouver&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;United States: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/United-States/Michigan/East-Lansing/'&gt;East Lansing&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='contGroup'&gt;Oceania&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Guam: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Guam/Guam/'&gt;Guam&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Guam: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Guam/Hagta-Heights/'&gt;Hagåtña Heights&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='contGroup'&gt;South America&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Araxa/'&gt;Araxa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Belo-Horizonte-2/'&gt;Belo Horizonte&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Diamantina/'&gt;Diamantina&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Guarapari/'&gt;Guarapari&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Amazon-Region/Manaus/'&gt;Manaus&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Niteroi/'&gt;Niteroi&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Ouro-Preto/'&gt;Ouro Preto&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Ribeirao-das-Neves/'&gt;Ribeirao das Neves&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Rio-de-Janeiro/'&gt;Rio de Janeiro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Sabara/'&gt;Sabara&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Sao-Paulo-1/'&gt;Sao Paulo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Sete-Lagoas/'&gt;Sete Lagoas&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class='cityRow'&gt;Brazil: &lt;a href='http://www.geckogo.com/Guide/Brazil/Southeastern-Brazil/Varginha/'&gt;Varginha&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style='width:355px; border:1px solid #87A5C0; border-top:none; background-color:#324E8B; height:18px'&gt;&lt;div style='float:left; '&gt;&amp;nbsp;&lt;a style='font-size:11px; color:#90ACC5' href='http://www.geckogo.com/widgets/?t=fbw&amp;m=left-link&amp;u=113341669'&gt;Get your own widget&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style='float:right'&gt;&lt;a style='font-size:11px; color:#90ACC5' 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href='http://campelog.blogspot.com/2011/01/viagens-por-ai.html' title='Viagens por aí...'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-7043554354104989102</id><published>2011-01-20T08:56:00.011-02:00</published><updated>2011-01-31T11:18:07.874-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vacinas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Discussões sobre vacinas (last update: 31/01/2010)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TTgVLhOKJLI/AAAAAAAAFD4/etc3o7H_dcY/s1600/hugme.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 175px; height: 175px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TTgVLhOKJLI/AAAAAAAAFD4/etc3o7H_dcY/s200/hugme.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5564220627256747186" /&gt;&lt;/a&gt;Recentemente tenho trocado mensagens com um amigo sobre a questão de vacinações infantis, particularmente nos primeiros meses de vida do bebê. Este amigo se diz preocupado com a quantidade de vacinas dadas a crianças tão jovens, aparentemente convencido pelos argumentos - falaciosos - do tipo "&lt;a href="http://theness.com/neurologicablog/?p=1976"&gt;too many, too soon&lt;/a&gt;". Não o culpo, o movimento anti-vacinação tende a ser bom em propaganda na exata proporção em que são ruins em ciência, e para muitos pais as táticas de amedrontamento utilizadas por picaretas deste tipo podem ser bastante convincentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, achei que seria interessante compartilhar com vocês esta discussão. Está em inglês, mas tenho certeza que meus cultos, distintos e praticamente inexistentes leitores não se importarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão toda começou quando coloquei a seguinte imagem no &lt;a href="http://www.facebook.com/fcampelo"&gt;meu perfil do Facebook&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://zomgscience.files.wordpress.com/2011/01/vaccination3.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 1000px;" src="http://zomgscience.files.wordpress.com/2011/01/vaccination3.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão que se seguiu é reproduzida abaixo, na íntegra (reduzi os links para não avacalhar o layout do blog):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;05/01/2011, JH&lt;/span&gt;: &lt;i&gt; Nice,relevant.... hmm what age would you vaccinate your child at?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;05/01/2011, Felipe Campelo&lt;/span&gt;: Since I am no doctor, I will follow the guidelines from the Brazilian Ministry of Health. Each country has its own vaccination schedule (which tends to be pretty similar for most of Europe and the Americas), but it usually starts at around 2 or 3-months of age. There are good reasons for this, as explained in the NHS page on immunisation:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://goo.gl/xoL8T"&gt;http://goo.gl/xoL8T&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For the UK schedule, take a look at:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://goo.gl/6ueSM"&gt;http://goo.gl/6ueSM&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://goo.gl/XmfEn"&gt;http://goo.gl/XmfEn&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;05/01/2011, JH&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;What if i told you Americans (USA) dont vaccinate children under the age of 6 months. Would you question why there is a variation between countries (even though you are not a doctor)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;05/01/2011, Felipe Campelo&lt;/span&gt;: I would say that at least one vaccine (Hep B) is recommended on the U.S. starting on the first month of life, and while others are recommended after the sixth month, the minimum vaccination age there is pretty much in line with the NHS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://goo.gl/HKxlD"&gt;http://goo.gl/HKxlD&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regarding the differences on vaccination schedules between countries, I suppose they are more a function of policy and public acceptance than of the science behind it, particularly because the ages in one country tend to fall within the recommended range of the other.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How about you, why do you think there are such differences?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;06/01/2011, RCL&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A lot of whatever is policy regulated is done with critical detachment from the science that matters...its everywhere...even in fields such a health, where one would think things are regulated with a certain imperative to generate a state of certainty.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;17/01/2011, Felipe Campelo&lt;/span&gt;: Updated U.S. vaccination schedule (2010):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://goo.gl/j0PZa"&gt;http://goo.gl/j0PZa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Also, check the &lt;a href="http://www.immunizenow.org/"&gt;http://www.immunizenow.org/&lt;/a&gt; website, you can find lots of links there. About your concerns on the age of immunization, they looked a bit like those made on the "Too many, too soon" front. You can find some info about that on:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://goo.gl/MT0HA"&gt;http://goo.gl/MT0HA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;18/01/2011, JH&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;My main problem is the apparent weakness in establishing an upper limit in terms of the number simultaneous vaccinations an under 6 month old child can cope with. The papers I have found all reference the following paper, which claims a child could handle 10 000 simulataneous vectors, but does so using an order of magnitude analysis. Any comments on the "DO VACCINES "OVERWHELM" THE IMMUNE SYSTEM?" section?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/full/109/1/124"&gt;Addressing Parents’ Concerns: Do Multiple Vaccines Overwhelm or Weaken the Infant’s Immune System? PEDIATRICS Vol. 109 No. 1 January 2002, pp. 124-129&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;20/01/2011, Felipe Campelo&lt;/span&gt;: The main thing is, babies - and people in general - are exposed to antigens *all the time*. Every time a baby takes her hand (or anything) to her mouth, every breath she takes, every time she feeds, she's presenting her immune system with hundreds or thousands of antigens - and that's a good thing, because the protection she gets from the mother's antibodies (acquired by breastfeeding) doesn't last very long, and she needs to prime her adaptive immune system with the most common antigens found in her environment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While the delivery system of a vaccine is more dramatic - we're all nervous at the sight of a needle - the antigens present in the shot are no different to the immune system than any other antigen - all the B-cells see are protein patterns, no matter the origin. And there's really no way on Earth that a dozen "extra" antigens would make any difference in terms of overwhelming an immune system that is already dealing very successfully with a few thousand antigens every day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One can even argue that vaccination is a lot safer than any other form of antigen presentation: unlike the stuff present in the local environment of the baby (no matter how clean it is), vaccine ingredients are all known and tested for safety, the antigen itself is composed of fragments of dead, or at least very attenuated microorganisms (which can't provoke the disease), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regarding the paper on "Pediatrics", I agree with you that doing an order-of-magnitude analysis means looking at the "best-case scenario" - and we engineers hate best-case analyses! But in any case, even if they are wrong by three orders of magnitude, one would still be pretty safe with 10 vectors at once. And that's not even what happens! The early childhood vaccination schedule recommends about 10 vectors over the first 6 months of life - which leaves plenty of time for the immune system to mount the immune response, acquire memory of the antigens presented, and get back to normal serum levels of antibodies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For a quick look at an immune response curve: &lt;a href="http://goo.gl/jpYhI"&gt;http://goo.gl/jpYhI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For more information, I find Ivan Roitt's "Essential Immunology" quite useful. It's a textbook on the topic, so it can get rather technical at times, but I find it easier to read than the other one I have here (Maurice Gorman's "Handbook of Human Immunology").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, and here are links to two articles I find quite interesting:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://theness.com/neurologicablog/?p=1976"&gt;http://theness.com/neurologicablog/?p=1976&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sciencebasedmedicine.org/?p=289"&gt;http://www.sciencebasedmedicine.org/?p=289&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheers,&lt;br /&gt;Felipe "hug me, I'm vaccinated" Campelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;20/01/2011, JH&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;@Campelo. Hi man, I was looking forward to your reply and you didn't disappoint. ;). &lt;br /&gt;I was happy you could see my objections to basing policy on order of magnitude analysis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;From the paper; for reference:&lt;br /&gt;"A more practical way to determine the diversity of the immune response would be to estimate the number of vaccines to which a child could respond at one time. If we assume that &lt;br /&gt;1) approximately 10 ng/mL of antibody is likely to be an effective concentration of antibody per epitope (an immunologically distinct region of a protein or polysaccharide) &lt;br /&gt;2) generation of 10 ng/mL requires approximately 10e3 B-cells per mL)&lt;br /&gt;3) a single B-cell clone takes about 1 week to reach the 10e3 progeny B-cells required to secrete 10 ng/mL of antibody (therefore, vaccine-epitope-specific immune responses found about 1 week after immunization can be generated initially from a single B-cell clone per mL),&lt;br /&gt;4) each vaccine contains approximately 100 antigens and 10 epitopes per antigen (ie, 10e3 epitopes), and&lt;br /&gt;5) approximately 10e7 B cells are present per mL of circulating blood, then each infant would have the theoretical capacity to respond to about 10 000 vaccines at any one time (obtained by dividing 10e7 B cells per mL by 10e3 epitopes per vaccine)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So are they saying that in theory due to the number of naive(?) B cells and Helper T cells in 1 ml of blood, given a week of doing nothing else, the B cells will produce sufficient antibodies for 10 000 distinct non replicating vaccines each containing 1000 epitopes? Find me simulation/experimental validification please...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;21/01/2011, GM&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Interessante. Não sou engenheiro mas darei meu palpite de biólogo anti vacinas em excesso. Faltou citar o pior problema de vacinações "desnecessárias" - chance de doenças autoimunes e reversão ao fenótipo selvagem de vacinas atenuadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;21/01/2011, Felipe Campelo&lt;/span&gt;: Permita-me então oferecer uma perspectiva diferente aos seus palpites de biólogo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Doenças auto-imunes (DAIs): Suponho que você esteja se referindo à Síndrome de Guillain–Barré - que normalmente é a reação auto-imune mais citada (&lt;a href="http://goo.gl/j5589"&gt;http://goo.gl/j5589&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://goo.gl/db0WP"&gt;http://goo.gl/db0WP&lt;/a&gt;) e outras do gênero. Neste caso, é preciso considerar algumas coisas ao se utilizar este argumento: por um lado, deve-se considerar a taxa de ocorrência destas doenças associadas à vacinação, e suas potenciais consequências; por outro, a gravidade da doença prevenida pela vacina, e sua probabilidade de ocorrência. A evidência que consegui encontrar sugere que a indução de DAIs por efeitos de vacinas é extremamente rara, muito inferior a taxas de ocorrência decorrentes das doenças que a vacina previniria (ver &lt;a href="http://goo.gl/zuV22"&gt;http://goo.gl/zuV22&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://goo.gl/bCtsi"&gt;http://goo.gl/bCtsi&lt;/a&gt; para estudos relativos a influenza, e references therein para outros estudos). Meu ponto neste caso é: os ganhos superam demais os riscos, a menos que a doença seja extremamente rara ou extremamente branda. Um review bacana do tema pode ser encontrado em &lt;a href="http://goo.gl/5WVtu"&gt;http://goo.gl/5WVtu&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Reversão ao fenótipo selvagem de vacinas atenuadas: neste caso, acredito que o único exemplo que eu conheça seja o do vírus da polio na Nigéria, cuja descendentes da cepa da vacina andam infectando gente. Neste caso específico, o problema ocorreu por uma conjunção de fatores: uma população com grande incidência de imunodeprimidos, e com taxa de vacinação muito abaixo do necessário para se obter imunidade de grupo. Um comentário bacana sobre este caso pode ser encontrado aqui: &lt;a href="http://goo.gl/usiy9"&gt;http://goo.gl/usiy9&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, este segundo problema tem que ser considerado na mesma luz do primeiro: chance de dar merda e intensidade da mesma X benefícios. Confesso não ter tanta informação assim sobre este tipo de problema, então se você puder dar uma esclarecida (em relação a riscos de ocorrência, etc) eu ficaria bastante agradecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ponto original do post, entretanto, perceba que o que foi discutido não é a vacinação excessiva, mas sim a vacinação infantil de acordo com o calendário utilizado na maioria dos países. Para este caso, não tenho certeza se as suas duas ressalvas se aplicam - as doenças prevenidas são diversas ordens de magnitude mais sérias e mais prováveis que quaisquer possíveis complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;25/01/2011, JPH&lt;/span&gt;:&lt;span style="font-style:italic;"&gt;ok.... Here is support for the "too soon" hypothesis being correct. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Immune immaturity affects infant antibody responses in spite of the repeat administration of multiple vaccine doses at a few weeks intervals. Antibody responses to three doses of tetanus–diphtheria–pertussis or Hib conjugate vaccines are lower following a 2–3–4 than a 2–4–6 or 3–5–12 months schedule [18,19]. Using the rapid schedules, a greater proportion of infants fail to respond to relatively weak vaccine antigens, such as diphtheria toxoid [18,19]. In Sweden, a lower overall risk of pertussis disease was measured when the third dose was delayed in the second year of life (i.e. following a 3–5–12 versus a 2–4–6 months schedule [20]." - Siegrist,CA., Neonatal and early life vaccinology Vaccine 19 (2001) 3331–3346&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balls in your court. ;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;31/01/2011, Felipe Campelo&lt;/span&gt;: I have been looking at this in what little spare time I have, and so far I've come across a number of studies (some of them cite the 2001 paper you mentioned) that do not necessarily agree with the statement above. For instance:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Our understanding of neonatal immunity has developed in a step-wise manner. Initial assumptions were that neonates were immature or immunodeficient. This supposition was replaced by the idea that neonates are immunodeviant. Subsequently, demonstrations that neonates are competent to mount mature responses raised the possibility that simply smaller size or immune-cell numbers could account fully for the differences between neonates and adults. However, it is becoming increasingly clear that both human and mouse neonates mount various responses, ranging from deficient or deviant to fully mature, depending on the conditions of antigen exposure. This flexibility of responsiveness might have important functions in protecting the developing organism from potentially dangerous inflammatory situations, at the same time as providing protection against potentially life-threatening infections (Box 2)." - (Nature Reviews Immunology - &lt;a href="http://goo.gl/LmxJU"&gt;http://goo.gl/LmxJU&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The classical paradigm that newborns have incompetent T lymphocytes developing only weak or even tolerogenic responses should clearly be reconsidered. The observation that mature cellular immune responses can be developed in early life suggests that under appropriate conditions of stimulation neonatal T lymphocytes can be&lt;br /&gt;instructed to ﬁght intracellular pathogens (Fig. 1). We can therefore hope that the identiﬁcation of molecular pathways leading to DC and T cell activation in human neonates will lead to the development of new vaccines eliciting efﬁcient and safe protective responses against these agents early after birth." - (Clinical and Experimental Immunology - &lt;a href="http://goo.gl/83yub"&gt;http://goo.gl/83yub&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Other works presented conclusions that accelerated vaccination schedules could have an even higher effectiveness for some vaccines, e.g.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"an accelerated vaccination course against HBV (three doses at 10 day intervals) elicited protective levels of anti-HBs antibodies more rapidly than a classic course (three doses at zero, one, and 6 months) and without a difference in the rate of seroprotection after 1 year." - (Pediatrics International - &lt;a href="http://goo.gl/Gu9o3"&gt;http://goo.gl/Gu9o3&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The thing is, one paper does not a medical discovery make: replication and improvement are an essential part of of science in general (and specially of medical science). One must take a look into the literature as a whole, to see where the consensus of evidence is building. I am still searching for a comprehensive review or meta-analysis of the data, but haven't had much time to dig this stuff. In any case, the "too many" part of the hypothesis does not seem to hold much water (even if we discard the order of magnitude analysis of that previous paper, the immunology is pretty clear on the subject - see, e.g., &lt;a href="http://goo.gl/0s0Il"&gt;http://goo.gl/0s0Il&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://goo.gl/INBdM"&gt;http://goo.gl/INBdM&lt;/a&gt;; &lt;a href="http://goo.gl/xl4uH"&gt;http://goo.gl/xl4uH&lt;/a&gt;). The "too soon" could be partially true for some vaccines (if you interpret it as "sooner than optimal"), and partially false for others (if you follow the same interpretation), but I don't think either the lower or the upper ends of the recommended vaccination age are out of the confidence interval for optimality.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In any case, I personally think it is pointless (and kind of arrogant) for me to try to outthink the whole medical research community in their field of expertise - these guys make a living out of studying this stuff, and tend to be pretty good it. I have contacted two of the authors of the Science-Based Medicine collaboration (&lt;a href="http://www.sciencebasedmedicine.org/"&gt;http://www.sciencebasedmedicine.org/&lt;/a&gt;) who are also practicing physicians and researchers (&lt;a href="http://goo.gl/rMUeb"&gt;http://goo.gl/rMUeb&lt;/a&gt; ; &lt;a href="http://goo.gl/ftbxV"&gt;http://goo.gl/ftbxV&lt;/a&gt;), and asked if they could kindly point to relevant technical literature on the subject. I'll let you know when I get more info.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheers from a father-to-be (coming August - yeeeah :-D )&lt;br /&gt;Felipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-7043554354104989102?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/7043554354104989102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=7043554354104989102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/7043554354104989102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/7043554354104989102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2011/01/discussoes-sobre-vacinas.html' title='Discussões sobre vacinas (last update: 31/01/2010)'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TTgVLhOKJLI/AAAAAAAAFD4/etc3o7H_dcY/s72-c/hugme.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-7140930400602973958</id><published>2010-12-10T08:53:00.002-02:00</published><updated>2010-12-10T09:05:35.577-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pessoal'/><title type='text'>All things must pass...</title><content type='html'>Meus grandes amigos Teresa e Sebastian estão deixando a fantástica Sapporo, cidade de sonhos, bares, amigos, terra da minha Universidade de Hokkaido. Deixam para trás, assim como deixei há quase dois anos, os sushis no Hanamaru, karaokes no Sugai Beer, o Miso ramen no Susukino e os cafés no sexto andar da Estação Sapporo, as conversas divertidíssimas no Capricciosa, no Jersey Bar, no Odori. Um pouco mais da Sapporo que eu conheço vai morrer quando eles finalmente entrarem no avião no final de Março. Quando e onde nos veremos novamente, eu não sei. Mas dificilmente será na companhia de Slavi, Natália, Debora, Edgard, Nina, Ted, Nana-chan e Tamara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam as saudades, dos dois que partem e de todos os que ficam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GytPv_v29lc?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GytPv_v29lc?fs=1&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sunrise doesn't last all morning,&lt;br /&gt;a cloudburst doesn't last all day.&lt;br /&gt;Seems my love is up&lt;br /&gt;and has left you with no warning.&lt;br /&gt;It's not always going to be this grey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All things must pass,&lt;br /&gt;all things must pass away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sunset doesn't last all evening,&lt;br /&gt;a mind can blow those clouds away.&lt;br /&gt;after all this my love is up&lt;br /&gt;and must be leaving.&lt;br /&gt;It's not always going to be this grey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All things must pass,&lt;br /&gt;all things must pass away.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All things must pass&lt;br /&gt;none of life's strings can last.&lt;br /&gt;So I must be on my way,&lt;br /&gt;face another day.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darkness only stays at nighttime,&lt;br /&gt;in the morning it will fade away.&lt;br /&gt;Daylight has a habit of arriving at the right time.&lt;br /&gt;It's not always going to be this grey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All things must pass,&lt;br /&gt;all things must pass away.&lt;br /&gt;All things must pass,&lt;br /&gt;all things must pass away. &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-7140930400602973958?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/7140930400602973958/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=7140930400602973958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/7140930400602973958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/7140930400602973958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/12/all-things-must-pass.html' title='All things must pass...'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-226452053396044114</id><published>2010-11-11T10:16:00.005-02:00</published><updated>2010-11-11T10:51:09.200-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'>Consider Humanism</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TNvgiNFB6RI/AAAAAAAAFCA/9P_H1zquVYg/s1600/titelbar.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 190px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TNvgiNFB6RI/AAAAAAAAFCA/9P_H1zquVYg/s200/titelbar.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538267045013088530" /&gt;&lt;/a&gt; A &lt;a href="http://www.americanhumanist.org/"&gt;American Humanist Association&lt;/a&gt; (AHA) acaba de lançar a &lt;a href="http://religion.blogs.cnn.com/2010/11/09/humanists-launch-huge-godless-ad-campaign/"&gt;maior campanha publicitária&lt;/a&gt; já realizada por uma associação humanista. São cerca de 200 mil dólares em anúncios que exploram as diferenças entre os ensinamentos que estão em livros "sagrados" e a moral humanista, como por exemplo a comparação abaixo sobre a relação entre homens e mulheres:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span &gt;Bíblia:  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio, porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.&lt;/span&gt;  (I Timóteo 2: 11-13)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Humanistas:  &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os direitos de homens e mulheres devem ser os mesmos. O casamento deve ser uma parceria perfeita.&lt;/span&gt; - Robert Ingersoll, humanista americano.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/16535394?byline=0&amp;amp;portrait=0&amp;amp;color=E6DB17" width="400" height="225" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/16535394"&gt;Consider Humanism - Robert Ingersoll&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/americanhumanist"&gt;American Humanist Association&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o diretor da AHA Roy Speckhardt, "o público-alvo desta campanha são pessoas que talvez não saibam que são, na verdade, humanistas. (...)Estamos focando nossas críticas naqueles que interpretam a bíblia literalmente, não naqueles que lêem e decidem o que seguir ou não. Estamos dizendo a estas pessoas (que escolhem o que seguir): 'vocês são muito parecidos conosco'. Literalistas bíblicos e Corânicos só estão atrapalhando. (...) Nós sabemos que é possível ser bom sem a necessidade de um deus, mas muitas pessoas nos EUA não sabem disto." (tradução livre de um trecho &lt;a href="http://religion.blogs.cnn.com/2010/11/09/humanists-launch-huge-godless-ad-campaign/"&gt;desta reportagem&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros vídeos geniais da campanha podem ser vistos abaixo. Recomendo demais a todos o site &lt;a href="http://www.considerhumanism.org"&gt;Consider Humanism&lt;/a&gt;, com recursos excelentes para quem quiser espalhar a campanha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/16539810?byline=0&amp;amp;portrait=0&amp;amp;color=E6DB17" width="400" height="225" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/16539810"&gt;Consider Humanism - Richard Dawkins&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/americanhumanist"&gt;American Humanist Association&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://player.vimeo.com/video/16538061?byline=0&amp;amp;portrait=0&amp;amp;color=E6DB17" width="400" height="225" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/16538061"&gt;Consider Humanism - Ambassador Carl Coon&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/americanhumanist"&gt;American Humanist Association&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-226452053396044114?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/226452053396044114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=226452053396044114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/226452053396044114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/226452053396044114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/11/consider-humanism.html' title='Consider Humanism'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TNvgiNFB6RI/AAAAAAAAFCA/9P_H1zquVYg/s72-c/titelbar.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-2170325082447026005</id><published>2010-10-21T14:28:00.006-02:00</published><updated>2010-10-21T14:58:37.931-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Citação (longa) do dia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TMBsGakwlEI/AAAAAAAAFAw/uFZ--v4re8M/s1600/Carl+Sagan.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 140px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TMBsGakwlEI/AAAAAAAAFAw/uFZ--v4re8M/s200/Carl+Sagan.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530539199879484482" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;i&gt;Only once before in our history was there the promise of a brilliant scientific civilization. Beneficiary of the Ionian Awakening, it had its citadel at the Library of &lt;a href="en.wikipedia.org/wiki/Alexandria"&gt;Alexandria&lt;/a&gt;, where 2,000 years ago the best minds of antiquity established the foundations for the systematic study of mathematics, physics, biology, astronomy, literature, geography and medicine. We build on those foundations still. The &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Library_of_Alexandria"&gt;Library&lt;/a&gt; was constructed and supported by the &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ptolemaic_dynasty"&gt;Ptolemys&lt;/a&gt;, the Greek kings who inherited the Egyptian portion of the empire of Alexander the Great. From the time of its creation in the third century B.C. until its destruction seven centuries later, it was the brain and heart of the ancient world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The last scientist who worked in the Library was a mathematician, astronomer, physicist and the head of the Neoplatonic school of philosophy - an extraordinary range of accomplishments for any individual in any age. Her name was &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hypatia"&gt;Hypatia&lt;/a&gt;. She was born in Alexandria in 370. At a time when women had few options and were treated as property, Hypatia moved freely and unselfconsciously through traditional male domains. By all accounts she was a great beauty. She had many suitors but rejected all offers of marriage. The Alexandria of Hypatia's time - by then long under Roman rule - was a city under grave strain. Slavery had sapped classical civilization of its vitality. The growing Christian Church was consolidating its power and attempting to eradicate pagan influence and culture. Hypatia stood at the epicenter of these mighty social forces. &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cyril_of_Alexandria"&gt;Cyril&lt;/a&gt;, the Archbishop of Alexandria, despised her because of her close friendship with the Roman governor, and because she was a symbol of learning and science, which were largely identified by the early Church with paganism. In great personal danger, she continued to teach and publish, until, in the year 415, on her way to work she was set upon by a fanatical mob of Cyril's parishioners. They dragged her from her chariot, tore off her clothes, and armed with abalone shells, flayed her flesh from her bones. Her remains were burned, her works obliterated, her name forgotten. Cyril was made a saint.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The glory of the Alexandrian Library is a dim memory. Its last remnants were destroyed soon after Hypatia's death. It was as if the entire civilization had undergone some self-inflicted brain surgery, and most of its memories, discoveries, ideas and passions were extinguished irrevocably. The loss was incalculable. In some cases, we know only the tantalizing titles of the works that were destroyed. In most cases, we know neither the titles nor the authors. We do know that of the 123 plays of &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sophocles"&gt;Sophocles &lt;/a&gt;in the Library, only seven survived. One of those seven is &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oedipus_the_King"&gt;Oedipus Rex&lt;/a&gt;. Similar numbers apply to the works of &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Aeschylus"&gt;Aeschylus &lt;/a&gt;and &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Euripides"&gt;Euripides&lt;/a&gt;. It is a little as if the only surviving works of a man named William Shakespeare were Coriolanus and A Winter's Tale, but we had heard that he had written certain other plays, unknown to us but apparently prized in his time, works entitled Hamlet, Macbeth, Julius Caesar, King Lear, Romeo and Juliet."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan"&gt;Carl&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan"&gt;Sagan&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Astrônomo Americano, o maior divulgador científico que já existiu neste nosso planetinha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, uma versão dublada do Sagan narrando este trecho.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jvO9ziy6NGc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jvO9ziy6NGc?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-2170325082447026005?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/2170325082447026005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=2170325082447026005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2170325082447026005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2170325082447026005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/10/citacao-longa-do-dia.html' title='Citação (longa) do dia'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TMBsGakwlEI/AAAAAAAAFAw/uFZ--v4re8M/s72-c/Carl+Sagan.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-5912971628763905023</id><published>2010-10-20T08:56:00.005-02:00</published><updated>2010-10-20T09:50:37.461-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Da brilhante Neurocientista de Plantão</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TL7LW1aelHI/AAAAAAAAFAk/lfQtmD7st5M/s1600/atheism8x6.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TL7LW1aelHI/AAAAAAAAFAk/lfQtmD7st5M/s200/atheism8x6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530080985613243506" /&gt;&lt;/a&gt;Apareceu recentemente, no &lt;a href="http://www.suzanaherculanohouzel.com/" target="blog-shh"&gt;blog da sempre genial Suzana Herculano-Houzel&lt;/a&gt; (a.k.a. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;neurocientista de plantão&lt;/span&gt;) um excelente artigo-depoimento sobre o ateísmo da autora, e sobre a sensação de discriminação que ela sente por parte da sociedade como um todo. Como ateu "fora do armário" já há muito tempo, não pude deixar de me identificar instantaneamente com muitos dos pontos colocados no texto, particularmente os conflitos (sutis, mas presentes) que acabam aparecendo com membros da família, e a sensação de repulsa que o ateísmo ainda causa em algumas pessoas. Abaixo compilei algumas anedotas pessoais a respeito, muito interessantes (pelo menos para mim):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Anedota pessoal #1: meu pai geralmente não implica com meu ateísmo, exceto quando está meio bêbado. Neste estado (no qual o velho e bom superego resolve tirar folga) ele frequentemente decide ser uma boa idéia tentar me fazer desistir do ateísmo, como se fosse algum capricho eventual do filho cientista. Clichês derivados do infame &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/There_are_no_atheists_in_foxholes"&gt;no atheists in foxholes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; aparecem com uma certa frequência. As discussões que se seguem são em geral inofensivas, e - como toda discussão regada a àlcool - sem o mínimo futuro.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Anedota pessoal #2: Uma amiga de minha irmã, ao descobrir que eu era ateu: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Dani, alguém tem que falar com este menino! Como assim ateu!? Não pode, é errado! Daniela, conversa com ele, não pode deixar a coisa assim não!"&lt;/span&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Anedota pessoal #3: Meu primo Gustavo, se referindo à minha ética pessoal e comportamento geralmente "bonzinho": &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O Felipe é o ateu mais cristão que eu conheço".&lt;/span&gt; Acho que foi um elogio, então nem fiquei bravo, mas a declaração denota um equívoco muito comum: a associação entre ética e religião. Tenho um texto semi-pronto sobre o tema, então não vou me adiantar muito aqui, mas fica a questão para quem quiser pesquisar um pouco: quem foram os primeiros a discutir os princípios éticos que temos em alta conta atualmente? Eles usaram alguma religião como base?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Anedota pessoal #4: Para terminar, uma surpresa extremamente agradável que tive ao retornar do doutorado foi a constatação que a minha família materna estava cada vez menos religiosa: são vários primos e primas ateus e agnósticos (embora muitos não se declarem publicamente), outros muitos que são deístas; e um tio ex-Maçom que é um ateu blasfemo de primeiríssima linha, o que combinado com seu senso de humor inesgotável faz com que eu goste mais dele a cada dia. :D&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, fica aqui mais uma vez a recomendação de que leiam o &lt;a href="http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2010/10/17/sou-ateia-e-sinto-me-discriminada-pronto-falei.html"&gt;excelente texto&lt;/a&gt; da Neurocientista de Plantão saindo do armário enquanto atéia. Aproveitem e leiam o resto do blog, que trata do tema absolutamente fascinante que é a neurociência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-5912971628763905023?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/5912971628763905023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=5912971628763905023' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/5912971628763905023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/5912971628763905023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/10/da-brilhante-neurocientista-de-plantao.html' title='Da brilhante Neurocientista de Plantão'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TL7LW1aelHI/AAAAAAAAFAk/lfQtmD7st5M/s72-c/atheism8x6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3514394628686428961</id><published>2010-08-11T11:19:00.006-03:00</published><updated>2010-08-11T17:04:57.084-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><title type='text'>Liberdade religiosa, sim. Mas até que ponto?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TGKyGYhdj5I/AAAAAAAAE_I/CAbR96v4Gag/s1600/600px-No_Religion.svg.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TGKyGYhdj5I/AAAAAAAAE_I/CAbR96v4Gag/s200/600px-No_Religion.svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504157517331926930" /&gt;&lt;/a&gt;Liberdade de crença é importante, poucos argumentariam contra isto. Mas até que ponto esta liberdade deve ser respeitada? A partir de onde a liberdade religiosa começa a infrigir nos direitos da criança (ou do adulto)? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos permitir, por exemplo, a discriminação sexual por parte de certos grupos evangélicos, que consideram a homosexualidade "coisa do capeta"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos permitir o &lt;a href="http://realityismyreligion.wordpress.com/2010/02/20/shepherds-hill-farm-the-great-child-abuse-secret/"&gt;abuso de crianças pela Shepherds Hill&lt;/a&gt;? Deveriamos permitir o estupro estatutório, como acontecia na seita de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Koresh"&gt;David Koresh&lt;/a&gt;, ou no caso dos &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tony_Alamo#Child_abuse_case"&gt;Tony Alamo&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.religionnewsblog.com/22462/tony-alamo-raid"&gt;Christian &lt;/a&gt;&lt;a href="http://religiouschildabuse.blogspot.com/2008/09/tony-alamo-cult-compound-raided-in.html"&gt;Ministries&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos dar liberdade para que grupos religiosos &lt;a href="http://newsjunkiepost.com/2010/07/24/right-wing-america-racism-and-religion/"&gt;promovam o racismo e o ódio&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos defender o direito de muçulmanos fundamentalistas de aplicar a Sharia (lei islâmica), um conjunto de regras medievais &lt;a href="http://www.ntpi.org/html/womensrights.html"&gt;completamente misógino&lt;/a&gt; e que prescreve - entre outras coisas - &lt;a href="http://www.time.com/time/world/article/0,8599,2007238,00.html"&gt;mutilações&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://womenagainstshariah.blogspot.com/"&gt;morte &lt;/a&gt;a mulheres (e, mais raramente, homens) que "não se coloquem em seu lugar"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que dizer de qualquer seita religiosa que apareça amanhã ou depois (como já aconteceu anteriormente, em diversas ocasiões) e pregue &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cult_suicide"&gt;suicídio coletivo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.religionnewsblog.com/16609/cult-fights-claims-of-child-sacrifice"&gt;sacrifícios&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/1551155/Human-sacrifice-cult-battles-with-police.html"&gt;humanos&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha questão é: até onde deve ir esta "liberdade religiosa"? Ou, comoArthur C. Clarke colocou de forma magistral:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Eu defenderia a liberdade dos adultos criacionistas de praticar qualquer perversão intelectual que eles gostem na privacidade de seus próprios lares; mas também é necessário proteger os jovens e inocentes.&lt;/span&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;(Este post foi inspirado pelo vídeo abaixo (parte do documentário &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jesus_Camp"&gt;Jesus Camp&lt;/a&gt;), que encontrei em um post do excelente blog &lt;a href="http://bulevoador.haaan.com/2010/08/11/como-usar-jesus-para-aterrorizar-criancas/"&gt;Bule Voador&lt;/a&gt;, e pela discussão (via Facebook) do mesmo com a minha querida amiga Erika Calazans).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="528" height="325"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/vWuxRqUh-BY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/vWuxRqUh-BY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="528" height="325"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3514394628686428961?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3514394628686428961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3514394628686428961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3514394628686428961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3514394628686428961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/08/liberdade-religiosa-sim-mas-ate-que.html' title='Liberdade religiosa, sim. Mas até que ponto?'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TGKyGYhdj5I/AAAAAAAAE_I/CAbR96v4Gag/s72-c/600px-No_Religion.svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-2885866592196161926</id><published>2010-08-10T22:56:00.005-03:00</published><updated>2010-08-11T09:05:05.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Computação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Sistemas Evolutivos Artificiais - Parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TGIEnvYa3-I/AAAAAAAAE-k/qrfvylEzpgQ/s1600/screen2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TGIEnvYa3-I/AAAAAAAAE-k/qrfvylEzpgQ/s200/screen2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503966775380467682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;Em 2007, o filósofo americano &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Dennett"&gt;Daniel Dennett&lt;/a&gt; propôs, em seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://www.rocco.com.br/shopping/ExibirLivro.asp?Livro_ID=85-325-0800-6"&gt;A Perigosa Ideia de Darwin&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, a tese de que Charles Darwin, ao descrever sua hipótese de origem das espécies por meio de seleção natural, definiu uma classe de algoritmos caracterizados pelas seguintes componentes: reprodução com &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hereditariedade&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;variação&lt;/span&gt; dos descendentes em relação aos progenitores, e um mecanismo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pressão seletiva&lt;/span&gt;. Estes princípios, agindo sobre uma população de indivíduos, levariam fatalmente a um processo evolutivo, como já descrito pelo próprio Darwin:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Como o número de indivíduos nascidos, para cada espécie, é muito maior do que o número dos que poderiam possivelmente sobreviver; e como, por consequência, a luta pela existência se renova a cada instante; segue-se que todo o ser que varia de maneira que lhe confira alguma vantagem, ainda que pequena, tem maior probabilidade de sobreviver, sendo consequentemente beneficiado pelas forças da seleção natural. Assim sendo, e em virtude do poderoso princípio da hereditariedade, tem-se que toda a variedade positivamente selecionada tenderá a propagar a sua nova forma modificada.“&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta generalização, embora simples, sugere um poderoso processo de adaptação às condições ditadas pela componente de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pressão seletiva&lt;/span&gt;, sejam estas condições naturais ou artificiais. Os dois primeiros itens dos sistemas evolutivos definidos anteriormente podem ser descritos coloquialmente como “geração de descendentes similares, mas não idênticos, aos progenitores“. A razão destes requerimentos é de fácil compreensão: sistemas onde os descendentes fossem idênticos aos pais, e consequentemente entre si, não forneceriam diferenças mensuráveis de sucesso entre os indivíduos, o que anularia o mecanismo de seleção. Similarmente, grupos onde os descendentes não herdassem as características de seus progenitores não possibilitariam o acúmulo de características favoráveis ao longo do tempo, novamente anulando os efeitos da pressão seletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta série de 3 (ou talvez 4) artigos, pretendo discutir algumas características de sistemas evolutivos e suas aplicações em áreas do conhecimento humano bastante distantes da biologia - como por exemplo a engenharia e a computação. É a natureza fornecendo inspiração, como de praxe, para o desenvolvimento científico e tecnológico humano.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-2885866592196161926?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/2885866592196161926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=2885866592196161926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2885866592196161926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2885866592196161926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/08/sistemas-evolutivos-artificiais-parte-1.html' title='Sistemas Evolutivos Artificiais - Parte 1'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TGIEnvYa3-I/AAAAAAAAE-k/qrfvylEzpgQ/s72-c/screen2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-2599354584522886932</id><published>2010-07-28T13:22:00.003-03:00</published><updated>2010-07-28T13:51:47.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Podcasts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skeptoid'/><title type='text'>Skeptoid Episódio 5: Sustentabilidade sustentável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 55px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s320/skeptoid.png" alt="skeptoid logo" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487481999150768146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Brian Dunning continua dividindo opiniões no episódio 5 de seu &lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;Skeptoid&lt;/a&gt;. Desta vez, Brian ataca a sobre-utilização do conceito de "sustentabilidade". Com seus comentários ácidos e (na maior parte das vezes) precisos, o narrador não poupa críticas aos que utilizam o selo "sustentável" para uma variedade de produtos e serviços aos quais o termo não se aplica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skeptoid  #05&lt;br /&gt;Sustentabilidade sustentável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado originalmente em 01 de Novembro de 2006, por Brian Dunning&lt;br /&gt;Original em Inglês: &lt;a href="http://skeptoid.com/episodes/4005" target="skeptoid"&gt;http://skeptoid.com/episodes/4005&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Traduzido para o Português em 16 de Julho de 2010, por Felipe Campelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" src="http://www.google.com/reader/ui/3523697345-audio-player.swf?audioUrl=http://skeptoid.com/audio/skeptoid-4005.mp3" height="27" width="320" text="audio/mpeg"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sustentabilidade sustentável&lt;br&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Foco na palavra sobreutilizada do ano: "sustentável"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aposto que você não sabia que o Skeptoid é um podcast sustentável, distribuído através de uma internet sustentável, utilizando redes sustentáveis, e recebido através de suas orelhas sustentáveis. Agora você já sabe. Mas, para ser sincero, você já deveria saber disto, uma vez que o prêmio de "palavra sem sentido mais sobreutilizada" deste ano tem que ser para a palavra "sustentável".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao rotular o seu produto como "sustentável" você está implicando que os competidores não o são. O pretenso significado disto é geralmente vago. Aparentemente isto indicaria que os produtos rivais são produzidos a partir de materiais que eventualmente serão exauridos caso os métodos e nível atual de utilização continuem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambientalistas, geralmente considerados pela mídia como os "bonzinhos", originalmente introduziram o termo "sustentável" para descrever produtos ou métodos ambientalmente menos danosos que seus competidores. em pouco tempo os papas da propaganda se apoderaram da palavra, e hoje em dia tudo, desde pasta de dente até música ou imóveis, é vendido como sendo "sustentável". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eficácia deste termo, assim como sua popularidade, deriva do fato de se tratar de algo alarmista. Dizer que seu produto é sustentável não diz realmente muita coisa a respeito do produto em si, e ao invés disto apenas implica que a alternativa é não-sustentável. Não pode ser sustentado! O fim do mundo está próximo! É como dizer que seu produto "não contém ódio" ou "não contém crueldade". Não descreve nada sobre o produto, é apenas uma forma sutil de insultar a competição. E, como qualquer expert em marketing poderá confirmar, pessoas respondem muito melhor a uma afirmação negativa que a uma positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sobreutilização grosseira do termo é a "agricultura sustentável", usada quase que exclusivamente por aqueles vendendo alimentos orgânicos. Agricultura orgânica é certamente sustentável, desde que um terço da população mundial esteja disposta a morrer para que o restante de nós tenha o que comer. Assim como muitos outros que utilizam o termo "sustentável", proponentes de alimentos orgânicos não estão realmente dizendo muito a respeito de seu próprio produto. Ao invés disto, estão tentando te assustar, fazendo com que você ache que as modernas técnicas agrícolas vão de alguma forma destruir ou exaurir o ambiente, e são, consequentemente, não-sustentáveis. Ironicamente, o contrário é mais próximo da verdade: entre outros benefícios, as modernas cepas vegetais hibridizadas são projetadas para tipos específicos de solo, de forma que o mesmo não seja tão rapidamente exaurido e que mais safras possam ser plantadas antes que a rotação de culturas seja necessária. A dita agricultura sustentável é, na verdade, muito menos sustentável que o plantio de sementes otimizadas para crescer nas condições disponíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra "orgânico" é ela mesma um outro exemplo deste tipo de marketing enganador: a idéia é fazer com que você pense que a alternativa é, de alguma forma, não-orgânica. Estritamente falando, todas as plantas e animais são orgânicos, de acordo com a definição correta da palavra. Quando você ouvir qualquer produto ser definido apenas por algum termo vago, seja cético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente também ouve um bocado a respeito de combustíveis automotivos sustentáveis, geralmente associado ao etanol ou biodiesel, uma vez que estes são produzidos a partir de fontes renováveis ao invés de um recurso limitado como petróleo. Neste caso, a produção de biodiesel e etanol é certamente mais sustentável que a gasolina, uma vez que sempre será possível cultivá-los. Entretando, os mesmos tem uma desvantagem frustrante: a queima de biodiesel ou etanol em nossos carros emite dióxido de carbono, o gás-estufa mais significativo, da mesma forma que a gasolina. Isto significa que, mesmo que alteremos toda a nossa frota para biodiesel e etanol amanhã, não estaríamos muito melhores no longo termo. A produção de etanol e biodiesel é sustentável, mas seu uso não [1]. Este é um ótimo exemplo das razões pelas quais necessitamos de uma atitude cética ao ouvir a palavra "sustentável". Ao promover o biodiesel, estão os ambientalistas realmente se preocupando com o que é melhor para nosso planeta, ou terão eles outras motivações políticas, econômicas ou filosóficas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "sustentável" tem se tornado tão pervasivo que seu uso muitas vezes é simplesmente bobo. A Colgate recentemente comprou uma empresa que fabrica pasta de dentes sustentável, contendo pó de osso. Será que pessoas inteligentes realmente acham que outras formas de fabricação de pasta de dentes são realmente não-sustentáveis?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Turismo sustentável é outra idéia sendo propagandeada por aí, normalmente associada a destinos onde as atrações são geralmente não-desenvolvidas, como por exemplo a Amazônia. Será que tirar férias em locais desenvolvidos como Paris ou Tóquio é realmente não-sustentável? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Economia sustentável é um caso particularmente bizarro. Procure pelo termo no Google e você descobrirá que ele é majoritariamente utilizado para se referir à redistribuição de renda. Será que o comunismo realmente se mostrou mais sustentável que o capitalismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma famosa revista automobilística recentemente testou quatro "sedans esportivos sustentáveis". Serão quatro carros com um número de km/litro marginalmente superior à de outros similares - nenhum deles particularmente bom - realmente os únicos tipos de veículo cuja produção pode ser sustentada? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música sustentável é outra que é facilmente encontrada na internet. Em um determinado caso, o termo significa que o músico fabrica seus próprios instrumentos. Será que "sustentável" é realmente a melhor palavra para descrever isto? Em outros casos, a referência é a canções contrárias a corporações. Será realmente impossível de sustentar músicas sobre outros temas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encontrei um site oferencendo imóveis sustentáveis. Duas das casas eram construídas com sabugos de milho e palha (sério mesmo, não estou inventando). Vou ali perguntar ao Lobo Mau o quão sustentável é este tipo de engenharia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida que fazer as coisas de formas realmente sustentáveis é algo bom. Atingir um bom objetivo de uma forma que seja infinitamente replicável é melhor ainda, e isto é o verdadeiro significado de sustentável. Pode ser que a sustentabilidade absoluta viole as leis da termodinâmica, mas vamos tratar disto quando for necessário. Ainda assim é um excelente objetivo, e como tal não merece ser diluído a forma de um modismo sem sentido. Sendo assim, ambientalistas de verdade deveriam ser os primeiros a protestar contra os usos enganadores da palavra que vemos a cada 2 minutos na cultura pop. Quando ouvir o termo, seja cético. Descubra o que exatamente estão querendo te dizer, a quais as motivações de quem está dizendo. E &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pelamordedeus&lt;/span&gt;, não compre nenhuma pasta de dentes de pó de osso só porque está escrito "sustentável" no pacote. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas do Tradutor:&lt;/span&gt; --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Neste ponto Brian Dunning desconsidera a captura prévia de carbono realizada pelo plantio das culturas necessárias à produção do etanol, como milho ou cana de açúcar. Ao não incluir estes números em suas considerações, Brian erra - na modesta opinião deste tradutor - por igualar o impacto climático da queima da gasolina ao da queima de biodiesel ou etanol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o tema de biocombustíveis tende a ser bem mais controverso do que nós, brasileiros, tendemos a ver. A informação que chega até nós é bastante polarizada para o lado do "etanol = bom", mas ainda há uma série de questões - ambientais, econômicas e sociais - associadas a biocombustíveis, para as quais ainda não há uma resposta definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências fornecidas pelo autor&lt;/span&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edwards, A., Orr, D. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Sustainability Revolution: Portrait of a Paradigm Shift.&lt;/span&gt; Gabriola Island, BC: New Society Publishers, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerard, Jasper. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Sustainable? Over-use of the word will run out."&lt;/span&gt; UK Telegraph. 2 May 2008, Editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hawken, Paul. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Ecology of Commerce: A Declaration of Sustainability.&lt;/span&gt; New York: HarperCollins Publishers, 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lafleche, Daniel. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Sustainable Development - What Does it Mean and Who Wants To Tell You?"&lt;/span&gt; Ezine Articles. &lt;a href="EzineArticles.com"&gt;EzineArticles.com&lt;/a&gt;, 7 Feb. 2008. Web. 14 Jan. 2010. &lt;a href="http://ezinearticles.com/973172"&gt;http://ezinearticles.com/973172&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morris, J. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sustainable development: Promoting progress or perpetuating poverty.&lt;/span&gt; Coventry: Profile, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-2599354584522886932?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/2599354584522886932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=2599354584522886932' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2599354584522886932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2599354584522886932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/skeptoid-episodio-5-sustentabilidade.html' title='Skeptoid Episódio 5: Sustentabilidade sustentável'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s72-c/skeptoid.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3873294368793077443</id><published>2010-07-26T11:43:00.006-03:00</published><updated>2010-07-26T12:45:27.392-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Transcrições'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ScienceBlogsBrasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Podcasts'/><title type='text'>Transcrição - Dispersando Ep. 1</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TE2fYb4ShxI/AAAAAAAAE9c/YaWCN5wyoEM/s1600/logodispersando.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 175px; height: 135px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TE2fYb4ShxI/AAAAAAAAE9c/YaWCN5wyoEM/s200/logodispersando.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498225962238773010" /&gt;&lt;/a&gt;O coletivo &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/"&gt;Science Blogs Brasil&lt;/a&gt; lançou recentemente seu podcast de divulgação científica, o &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/dispersando/"&gt;Dispersando&lt;/a&gt;, produzido e estrelado por alguns dos excelentes blogueiros do SbBr (este que vos fala não faz parte deste grupo - ainda). Em resposta a um pedido de uma leitora do SbBr que é deficiente auditiva, &lt;del&gt;um seleto grupo de super heróis&lt;/del&gt; alguns empolgados &lt;a href="http://neveraskedquestions.blogspot.com/2010/06/podcast-para-surdos-eu-podia-ta-matano.html"&gt;resolveram se unir&lt;/a&gt; e transcrever os episódios do podcast. O resultado desta bagunça pode ser encontrado no blog do nosso querido Samir, o &lt;a href="http://meiodecultura.wordpress.com/2010/07/26/transcricao-dispersando-ep-1/"&gt;Meio de Cultura&lt;/a&gt; - ou, se preferirem baixar o pdf diretamente, basta clicar &lt;a href="http://meiodecultura.files.wordpress.com/2010/07/transcricaodispersando1.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, Dispersando Episódio 2 - &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/dispersando/2010/05/dispersando_2_-_generalizacoes.php"&gt;Generalizações&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3873294368793077443?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3873294368793077443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3873294368793077443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3873294368793077443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3873294368793077443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/transcricao-dispersando-ep-1.html' title='Transcrição - Dispersando Ep. 1'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TE2fYb4ShxI/AAAAAAAAE9c/YaWCN5wyoEM/s72-c/logodispersando.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-2160027606226010810</id><published>2010-07-25T12:30:00.000-03:00</published><updated>2010-07-25T12:30:00.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estatística'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Engenharia, Estatística e o Método Científico</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/R8KJntOrb6I/AAAAAAAAAvs/wu4z-p0BSAE/s1600-h/Chi2RaylTest.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/R8KJntOrb6I/AAAAAAAAAvs/wu4z-p0BSAE/s200/Chi2RaylTest.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170846637423816610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Algumas pessoas incluem as engenharias no ramo das ciências exatas (junto com Matemática e Física, por exemplo), outros as colocam em um grupo separado denominado - nada originalmente - "Engenharias". Pessoalmente eu gosto de pensar nas engenharias como ciência aplicada: um conjunto de disciplinas que utiliza-se dos princípios e descobertas da ciência no desenvolvimento de produtos (tangíveis ou não) voltados para a solução de problemas específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das ferramentas mais utilizadas por pesquisadores dos mais diversos campos - incluindo engenharias - são os testes e análises estatísticos. São estes testes que nos permitem, por exemplo, saber com um razoável grau de certeza que o comprimido de aspirina que você toma tem 100mg de Ácido Acetil-salicílico, sem que tenhamos que triturar o comprimido em questão e testa-lo (mesmo porque você não poderia tomá-lo depois disto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, após muito tempo enrolando, finalmente resolvi estudar estatística um pouco mais a fundo &lt;/span&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;ano passado&lt;/span&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;. Meu conhecimento da área era vergonhosamente limitado (para um pesquisador), e isto estava começando a limitar a qualidade da minha pesquisa (e consequentemente dos meus artigos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi estudando o livro que escolhi (&lt;a href="http://as.wiley.com/WileyCDA/WileyTitle/productCd-0471745898.html" target="out"&gt;Applied Statistics and Probability for Engineers&lt;/a&gt;) que me deparei com uma descrição curta e excelente dos passos utilizados no método científico - e, é claro, na pesquisa em engenharia - para a solução de problemas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, eis que vos apresento o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_method"&gt;método&lt;/a&gt; passo a passo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Estabeleça uma descrição concisa e clara do problema em questão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2)&lt;/strong&gt; Identifique, pelo menos provisoriamente, os fatores importantes envolvidos na possível solução;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3)&lt;/strong&gt; Proponha um modelo para o seu problema, a partir da informação e conhecimento científico disponíveis sobre o fenômeno em questão. Certifique-se de identificar as limitações e premissas do modelo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4)&lt;/strong&gt; Realize experimentos apropriados e obtenha dados que possam validar ou testar o modelo proposto no item 3;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5)&lt;/strong&gt; Tente refinar o modelo o máximo possível, com base nos dados coletados no item anterior;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6)&lt;/strong&gt; Utilize o modelo desenvolvido como uma ferramenta para a solução do problema;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7)&lt;/strong&gt; Conduza experimentos capazes de confirmar a eficácia e eficiência da solução encontrada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8)&lt;/strong&gt; Obtenha conclusões (baseadas na solução do problema) sobre o fenômeno sendo estudado.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Complicado? Um pouco. Mas estes passos são necessários para separar fatos de besteiras. Obviamente cada etapa tem suas próprias sutilezas e detalhes, nas quais não vou entrar (por hora). Outro dia comento um pouco mais sobre a importância de se controlar os testes para isolar os fatores e tendências humanos, de um conhecimento razoável de lógica e estatística  para se manter uma atitude cética, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;otras cositas mas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-2160027606226010810?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/2160027606226010810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=2160027606226010810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2160027606226010810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/2160027606226010810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2008/02/pensamento-estatistico-em-engenharia.html' title='Engenharia, Estatística e o Método Científico'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/R8KJntOrb6I/AAAAAAAAAvs/wu4z-p0BSAE/s72-c/Chi2RaylTest.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-8920081327976130702</id><published>2010-07-18T12:00:00.000-03:00</published><updated>2010-07-18T12:00:02.736-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Podcasts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Skeptoid Episódio 4: A Ética de se Vender Idéias Paranormais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 55px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s320/skeptoid.png" alt="skeptoid logo" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487481999150768146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Neste episódio do &lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;Skeptoid&lt;/a&gt;, Brian Dunning assume uma posição controversa e defende o direito de pessoas venderem serviços paranormais, mesmo que não acreditem neles - desde que ninguém saia ferido ou prejudicado. Embora eu concorde com vários dos argumentos expostos, não posso deixar de discordar em um ponto fundamental: ao apregoar ou vender serviços paranormais, o cético (e, da mesma forma, o crente) contribui, ainda que ligeiramente, para a manutenção de uma mentalidade social na qual aceita-se a existência de fenômenos paranormais e curas da Nova Era. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é particularmente sério no caso da chamada “medicina“ alternativa. Certamente, se eu tivesse que escolher entre um maluco que realmente acredita que desbalanços do Chi ou subluxações da coluna são a origem de todas as doenças e um cético bem informado que está apenas ganhando dinheiro oferecendo um placebão para quem quer comprar, mas que ativamente recomenda que seus pacientes procurem ajuda médica séria quando detecta algum problema mais grave, eu escolheria o segundo sem pensar. Mas mesmo o cético bem intencionado poderia, por falta de treinamento, deixar de perceber sintomas mais sutis que um médico ou psiquiatra perceberia. A aura de credibilidade emprestada ao hocus-pocus alternativo pode, sim, ser danosa, e eu não me sentiria confortável participando deste tipo de farsa (e por farsa aqui não me refiro apenas ao cético fingindo ter superpoderes, mas também aos que realmente acreditam que os possuem!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skeptoid  #04&lt;br /&gt;Ethics of Peddling the Paranormal&lt;br /&gt;Publicado originalmente em 24 de Outubro de 2006, por Brian Dunning&lt;br /&gt;Original em Inglês: &lt;a href="http://skeptoid.com/episodes/4003" target="skeptoid"&gt;http://skeptoid.com/episodes/4003&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Traduzido para o Português em 15 de Julho de 2010, por Felipe Campelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" src="http://www.google.com/reader/ui/3523697345-audio-player.swf?audioUrl=http://skeptoid.com/audio/skeptoid-4003.mp3" height="27" width="320" text="audio/mpeg"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Ética de se Vender Idéias Paranormais&lt;br&gt;&lt;i&gt;É direito que não-crentes espalhem idéias paranormais?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu assumo uma posição contrária à maioria da comunidade cética, e me revelo, surpreendentemente, geralmente a favor daqueles que vendem idéias paranormais, em casos onde ninguém se machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa sociedade, as pessoas tem o direito de comprar coisas que elas queiram e que não tragam nenhum benefício, ou até mesmo coisas prejudiciais. Cigarros, álcool, cosméticos caros contendo ingredientes questionáveis, como “extrato de oleandro“ - estes são apenas uns poucos exemplos. É um país livre, e a maioria das pessoas deseja estas coisas. Enquanto nação, nós decidimos que as preferências de alguns poucos não deveriam restringir as liberdades das massas. Eu acredito que a maioria dos céticos concordariam: serviços paranormais, sejam eles quiromancia ou homeopatia, tem todo o direito à existência. Eu espero que meus filhos não se tornem consumidores, mas eu acho que a educação é uma forma melhor de lidar com isto do que a intervenção governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que nós concordamos que estas coisas tem o direito de existir, e que a maioria das pessoas devem ter a liberdade de tomar suas próprias decisões, eu pessoalmente não teria problemas em começar a vender minhas próprias predições paranormais. Eu adoraria conseguir fazer uma leitura fria eficiente. Meu sonho é fundar uma religião e me tornar fabulosamente rico, com os consumidores satisfeitos do mundo. Estas pessoas já são crentes, e suas opiniões dificilmente seriam afetadas por alguns céticos. Eles vão pagar por este tipo de serviço de qualquer forma, e se não for de mim, eles vão atrás do vidente [1] mais próximo. Eu poderia fazer um bom trabalho. Eu poderia ser absolutamente convincente e cobrar para dizer a eles exatamente o que gostariam de ouvir. Na verdade, a experiência do consumidor seria exatamente idêntica à que ele receberia do vidente “de verdade“. Nós concordamos que consumidores tem o direito de gastar seu dinheiro em qualquer coisa que eles queiram. Nós concordamos que o consumidor está sendo enganado quando ele compra qualquer coisa sobrenatural, independente de quem está vendendo. Nós concordamos ainda que nada neste mundo poderia convencer este consumidor que ele está sendo enganado. Se somarmos tudo isto, temos um consumidor que insiste em ser ludibriado, e que tem o direito de comprar esta enganação. Eu acho perfeitamente aceitável - e perfeitamente ético - que eu, mesmo sendo um cético, possa me beneficiar e vender o mesmo produto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é como a maioria das pessoas, você está discordando de mim. Você provavelmente está dizendo que eu estou sendo desonesto e mentindo para o consumidor, enquanto que os paranormais de verdade (mesmo que os poderes destes não sejam mais reais que os meus) está pelo menos sendo honesto. Errado, mas honesto. Nós estamos vendendo a mesma coisa, e dando ao consumidor a mesma experiência satisfatória. Eu vejo isto da mesma forma que um gerente de supermercado que permite a venda de cigarros em sua loja. Ele sabe que aquilo faz mal, mas as pessoas querem aquilo, e não há nada que se possa fazer a respeito. Ainda assim, eu nunca vejo meus críticos dizendo nada sobre o gerente de supermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor argumento que eu já ouvi contra a minha posição é que eu estou roubando a dignidade do consumidor, tirando deles o direito de escolha. Eu estou sendo dissimulado, dizendo a ele que eu sou outra pessoa, enquanto que meu competidor, o vidente mais próximo, está sendo honesto ao apregoar seus poderes psíquicos. O consumidor escolhe ir a um paranormal. Eu estou mentindo para ele, o vidente não. Eu compreendo este argumento, e eu concordo que ele seja verdadeiro. Mas a razão pela qual este argumento não me convence é que ele é irrelevante - o resultado é exatamente o mesmo. Minhas crenças pessoais não tem nenhuma influência na transação (assim como no caso do gerente de supermercado), e focar esta questão é ignorar o elefante no quarto: a pessoa quer comprar nonsense. Os sentimentos ou opiniões da pessoa vendendo este nonsense simplesmente não entram na equação.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, agora é a hora de lidar com a questão que provavelmente está na ponta da sua língua: e nos casos onde a pseudociência sendo vendida é danosa, ou substitui cuidados médicos ou psiquiátricos essenciais? Eu disse no início: eu sou geralmente a favor daqueles que vendem idéias paranormais, em casos onde ninguém se machuca. E esta é a grande maioria dos casos. E quanto às exceções?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um caso hipotético no qual o consumidore realmente necessita de cuidados médicos: ele tem um câncer tratável, mas prefere me pagar por um “toque curador“. Eu te garanto que eu não sou completamente estúpido, irresponsável, e nem estou em nenhuma situação onde eu precise desesperadamente de dinheiro. Neste caso, eu faria a cara mais “Nova Era“ possível, e explicaria para a pessoa em termos “novaerísticos“ - que, espero, ela entenderia e aceitaria - que a cura da Nova Era somente ajudaria se associada a um tratamento convencional para o câncer. Eu sou esperto o suficiente para saber que se eu simplesmente virar para a pessoa e disser que esta coisa de Nova Era é apenas uma fraude e que ela deveria ir a um médico, ela apenas me acharia um descrente e não me daria ouvidos, e ao invés de ir ao médico acabaria por se dirigir ao paranormal mais próximo. E este é o ponto no qual os meus serviços paranormais são melhores - infinitamente melhores - que os daqueles oferecidos pelos paranormais “reais“, que realmente acreditam que a cura por toque deveria ser usada ao invés de medicina de verdade. E as pessoas me dizem que eu sou anti-ético. O paranormal “real“ deste caso deveria era ser preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece quando o consumidor necessita de ajuda psiquiátrica. Digamos que a mãe de alguém tenha morrido, e que por alguma razão esta pessoa tenha desenvolvido problemas psicológicos reais, e queira conversar com sua falecida mãe. Não se trata de alguém que queira saber o resultado da corrida de cavalos de amanhã. esta pessoa provavelmente precisa de ajuda muito mais profissional do que as minhas supostas habilidades. Neste caso, eu diminuiria as luzes, interpretar a sessão espírita mais convincente possível, e dizer à pessoa que sua mãe se preocupa com ela, e que implora que procure ajuda profissional. Se a coisa é dita desta forma, a pessoa geralmente escuta o conselho, e daí prá frente o médico pode lidar com a pessoa. Se, por outro lado, utilizarmos a abordagem cética usual e explicarmos para ela que esta idéia de se falar com os mortos é uma farsa e que apenas um médico de verdade poderá ajudá-la, a pessoa não dará ouvidos e ao invés disto irá ao paranormal mais próximo, e seus problemas continuarão sem solução. Novamente, meus serviços são bons simplesmente porque eles conduzirão a uma solução profissional: os serviços do paranormal “real“ são ruins, porque perpetuam o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu defendo que serviços paranormais são mais bem efetuados por pessoas que entendem suas limitações, ao invés de por aqueles que acreditam ser capazes de fazer algo que não são. Na verdade, se os serviços paranormais fossem regulamentados, esta seria a lei. Imagine o quão melhores estariam os crentes se serviços paranormais os guiasse para profissionais treinados para lidar com seus problemas sempre que isto fosse necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes casos são, entretanto, uma minoria. Na maior parte das vezes as pessoas que compram serviços paranormais - sejam eles seminários de adoração à deusa, homeopatia, acupuntura, ou leituras paranormais - estão comprando serviços absolutamente inócuos que P.T. Barnum [2] venderia sem pensar duas vezes. Se dinheiro está trocando de mãos, e adultos responsáveis estão conscientes do que estão fazendo, recebem exatamente o que desejam e estão completamente satisfeitos com os resultados,, eu não teria problema algum em participar desta transação, e de lucrar com ela. O consumidor está feliz, o vendedor está feliz, ninguém saiu ferido, e todos os envolvidos saem satisfeitos. É a escolha deles. Se eles não tem um problema com isto, porque você deveria ter? Você não tem nada a ver com isto.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas do Tradutor:&lt;/span&gt; --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Neste episódio utilizei alternadamente os termos “paranormal“ e “vidente“ como traduções para “psychic“, dependento do contexto. A tradução direta, “psíquico“, embora correta, não reflete bem os termos de uso corrente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/P._T._Barnum"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/P._T._Barnum&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências fornecidas pelo autor&lt;/span&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bok, Sissela, &lt;span style="font-style:italic;"&gt; Lying: Moral Choice in Public and Private Life&lt;/span&gt;. New York: Vintage Books, 1999. 203-219.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farley, Tim. "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;What's the Harm?&lt;/span&gt;" in What's the Harm? Tim Farley, 18 Jan. 2009. Web. 18 Jan. 2009. &lt;a href="http://whatstheharm.net/"&gt;http://whatstheharm.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irwin, H, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Psychology of Paranormal Belief: A Researcher's Handbook.&lt;/span&gt; Hertfordshire: University of Hertfordshire Press, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kelly, Lynne, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Skeptic's Guide to the Paranormal&lt;/span&gt;. New York: Thundermouth Press, 2004. 34-35.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Randi, James, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;The Mask of Nostradamus: The Prophecies of the World's Most Famous Seer&lt;/span&gt;. Amherst, NY: Prometheus Books, 1993. 140-142.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Smith, Jonathan, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Pseudoscience and Extraordinary Claims of the Paranormal&lt;/span&gt;. West Sussex, U.K.: John Wiley &amp; Sons, Ltd., 2010. 21-46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-8920081327976130702?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/8920081327976130702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=8920081327976130702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8920081327976130702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8920081327976130702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/skeptoid-episodio-4-etica-de-se-vender.html' title='Skeptoid Episódio 4: A Ética de se Vender Idéias Paranormais'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s72-c/skeptoid.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-8912126281692991438</id><published>2010-07-14T12:03:00.005-03:00</published><updated>2010-07-14T14:08:25.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Citação do dia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TD3SD3D-FAI/AAAAAAAAE9E/98LjEI4k-OA/s1600/novellasmall.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 190px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TD3SD3D-FAI/AAAAAAAAE9E/98LjEI4k-OA/s200/novellasmall.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493778084223915010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;i&gt;Science does not make statements about proof or disproof. Rather, science is a constantly evolving model of reality that builds upon statements such as 'this model of reality makes these predictions, that have either been confirmed or refuted, etc'. We say things are probable or likely to be true in science if the predictions that flow from them have been confirmed. We say things are likely to be untrue if they make predictions that turned out to be false. We can further say that certain things are impossible if they create a logical contradiction.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.theskepticsguide.org/bios.aspx?stevennovella"&gt;Steve Novella&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Neurologista americano&lt;br&gt;Presidente da New England Skeptical Society&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, em não-tão-bom Português:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;A ciência não produz afirmações sobre provas positivas ou negativas. Ao contrário, a ciência é um modelo constantemente atualizado da realidade, construído sobre afirmações do tipo 'este modelo da realidade produz estas previsões, que foram confirmadas ou refutadas, etc'. Na ciência, nós dizemos que determinadas coisas são prováveis ou que parecem ser verdadeiras se as predições feitas a partir destas foram confirmadas. Dizemos que coisas são provavelmente falsas se elas produzem predições que acabam sendo falsas. É possível ainda dizer que algumas coisas são impossíveis, se elas resultarem em contradições lógicas.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-8912126281692991438?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/8912126281692991438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=8912126281692991438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8912126281692991438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8912126281692991438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/citacao-do-dia_14.html' title='Citação do dia'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TD3SD3D-FAI/AAAAAAAAE9E/98LjEI4k-OA/s72-c/novellasmall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-6064718964315105292</id><published>2010-07-11T17:00:00.001-03:00</published><updated>2010-07-11T17:00:00.346-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paranormal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Podcasts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skeptoid'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='OVNIs'/><title type='text'>Skeptoid Episódio 3: Rods - Absurdos Voadores</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 55px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s320/skeptoid.png" alt="skeptoid logo" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487481999150768146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Neste episódio do &lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;Skeptoid&lt;/a&gt;, Brian explica o fenômeno dos “Rods“ (“bastões“ ou “bastonetes“), uma aparição fotográfica que frequentemente impressiona os mais crédulos, mas que pode ser facilmente explicada sem a necessidade de se considerar OVNIs, almas do outro mundo ou cripto-criaturas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skeptoid  #03&lt;br /&gt;Rods: flying absurdities&lt;br /&gt;Publicado originalmente em 19 de Outubro de 2006, por Brian Dunning&lt;br /&gt;Original em Inglês: &lt;a href="http://skeptoid.com/episodes/4004" target="skeptoid"&gt;http://skeptoid.com/episodes/4004&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Traduzido para o Português em 10 de Fevereiro de 2008 (ed. 10 de Julho de 2010), por Felipe Campelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" src="http://www.google.com/reader/ui/3523697345-audio-player.swf?audioUrl=http://skeptoid.com/audio/skeptoid-4004.mp3" height="27" width="320" text="audio/mpeg"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rods: Absurdos Voadores&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Diretamente dos arquivos da cripto-zoologia, vamos dar uma examinada nos &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rod_%28paranormal%29"&gt;Rods&lt;/a&gt; (bastões), OVNIs sobrenaturais vivos habitantes do mundo invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que Rods são criaturas voadoras, de comprimento entre algumas polegadas e alguns pés, invisíveis aos humanos mas visíveis a câmeras, tanto analógicas quanto digitais, fotográficas ou filmadoras. Seus corpos possuem um formato de bastão, alongado e fino, e seus únicos membros são asas ondulantes, uma de cada lado e se alongando por toda a extensão de seus corpos. Os Rods se movem pelo ar através de batidas destas asas, de um modo similar ao movimento de enguias na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um senhor chamado &lt;a href="www.roswellrods.com/je.html"&gt;José Escamilla&lt;/a&gt; afirma ser o descobridor dos Rods. Em seu site, &lt;a href="http://www.roswellrods.com"&gt;Roswellrods.com&lt;/a&gt;, Escamilla menciona ter observado Rods pela primeira vez acidentalmente, durante uma filmagem de OVNIs em 1994. Uma vez que ele não se lembrava de ter visto nada parecido com seus próprios olhos durante as filmagens, sua conclusão foi que a explicação mais plausível para aquelas formas em seu vídeo era a que ele havia descoberto uma nova espécie de criatura voadora, invisível aos olhos humanos mas observável através de câmeras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, inúmeras fotografias e vídeos emergiram, mostrando o que alguns supõe ser os tais Rods. Faça &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;safe=off&amp;client=firefox-a&amp;hs=uQ0&amp;rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&amp;q=rods&amp;aq=f&amp;aqi=g-s1g3g-s1g1g-s2g2&amp;aql=&amp;oq=&amp;gs_rfai="&gt;uma busca rápida na Internet&lt;/a&gt;, e você encontrará centenas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Rods estão realmente por toda parte, como estas fotografias sugerem, qual a razão de a existência dos mesmos não ser geralmente reconhecida? Bem, a demonstração da existência destas criaturas requer que quatro afirmações básicas tenham sua veracidade, ou ao menos sua plausibilidade, provada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Deve haver um precedente zoológico para a existência de insetos com até um metro de comprimento, ainda desconhecidos pela ciência. Novas espécies são frequentemente descobertas, então eu acredito que possamos conceder este ponto. É certamente possível que existam criaturas voadoras com até um metro de comprimento, mas ainda desconhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Nós temos que aceitar a existência de criaturas que, embora possam medir até um metro de comprimento e possivelmente vários centímetros de diâmetro, sejam invisíveis ao olho nu. À exceção de organismos microscópicos, a natureza não parece oferecer nada mais invisível que a transparência encontrada, por exemplo, em algumas espécies de água viva. E transparência não é o mesmo que invisibilidade. Proponentes e entusiastas dos Rods ainda não provaram a existência de invisibilidade no reino animal, e para tal os mesmos devem apresentar pelo menos um exemplar de um animal invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. É necessária a existência de imagens que sejam visíveis apenas através de câmeras que operam na faixa visível da luz, mas que sejam invisíveis a olho nu. Quando descarregamos as imagens de uma câmera em um meio final, seja ele filme, papel ou tela de vídeo, somos capazes de enxergar o resultado devido ao fato de que nossos olhos enxergam as mesmas frequências que foram gravadas e descarregadas pela câmera. Nós não estamos falando de camêras termográficas ou de outros tipos que operam em frequências não visíveis, ou seja, entusiastas dos Rods precisam provar que qualquer camêra comum é capazes de converter certos comprimentos de onda invisíveis em visíveis, sem com isto afetar os que já são visíveis; o que, por sinal, não é algo que estas câmeras tenham sido projetadas para fazer. Apenas após alguém provar esta afirmação podemos aceitar razoavelmente a possibilidade de uma câmera registrar algo que seja invisível para o fotógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Mesmo que os três itens anteriores possam ser evidenciados, é necessário que não haja uma explicação mais plausível do fenômeno. Se existir um procedimento simples capaz de reproduzir a aparição de Rods em fotografias, isto significa que nós nem mesmo estabelecemos a existência de um fenômeno a ser estudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês já devem desconfiar, realmente há uma &lt;a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/693/orbs-rods-e-covo"&gt;explicação&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.amsky.com/ufos/rods/"&gt;alternativa&lt;/a&gt;, e um procedimento simples capaz de produzir Rods em fotografias. Imagine-se tirando uma foto, com o sol às suas costas, e de frente para uma grande área escura, como, por exemplo, a entrada de uma caverna. Libélulas e outros insetos estão por toda parte, voando de um lado para outro a aproximadamente 20mph (32km/h ou 9m/s - libélulas podem chegar a até 96km/h). Tire uma foto com um tempo normal de abertura do diafragma, como por exemplo 1/30 de segundo. Neste intervalo, uma libélula pode se mover cerca de 12 polegadas (30 cm). Devido ao tempo de exposição estar configurado para o fundo escuro, a trajetória percorrida pela libélula terá uma exposição relativamente prolongada, e aparecerá como uma linha branca sólida. A libélula terá completado uma batida de asas no período de 1/30 segundos (certos insetos bateriam as asas 20 vezes neste intervalo), ou seja, a trajetória da ponta da asa deste inseto apareceria como uma onda senoidal completa, com cerca de 12 polegadas de comprimento. Nesta situação, haveria uma destas ondas senoidais aparecendo de cada lado de um bastão (ou rod) de 12 polegadas, que o corpo da libélula produziria na foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fenômeno é tão comum que praticamente qualquer fotógrafo profissional pode contar alguma história sobre ser atormentado por ele ao fotografar ou filmar em ambientes abertos, e em condições similares de iluminação. Contudo, a imagem resultante é estranha o suficiente para que alguém menos familiarizado com o bê-a-bá da fotografia possa concluir que o objeto na foto teria realmente doze polegadas e asas ondulantes, e o fotógrafo estaria absolutamente correto ao dizer que não viu nada disto a olho nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão que podemos tirar disto tudo é que os Rods são efeitos bem conhecidos, bem estabelecidos e bem compreendidos da fotografia. A explicação alternativa proposta, que eles seriam uma forma de vida desconhecida e invisível somente detectável através de câmeras, requer que certas afirmações bastante absurdas a respeito de invisibilidade e fotografia sejam provadas. Até que isto aconteça, ou até que um Rod seja capturado e estudado, eu não vejo razão para supor que eles existam.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas do Tradutor:&lt;/span&gt; --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] O &lt;a href="http://twitter.com/kenmori"&gt;Kentaro Mori&lt;/a&gt; publicou, em seu fantástico site &lt;a href="http://www.ceticismoaberto.com/ufologia/693/orbs-rods-e-covo"&gt;Ceticismo Aberto&lt;/a&gt;, um tratamento bastante completo desta bobagem toda. Vale a pena conferir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências fornecidas pelo autor&lt;/span&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexander, David E, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nature's Flyers: Birds, Insects and the Biomechanics of Flight&lt;/span&gt;. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 2002. 89.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escamilla, José, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;About Roswell Rods&lt;/span&gt;. Roswell Rods. Roswell Rods, 16 Jan. 2008. Web. 31 Oct. 2009. &lt;a href="http://www.roswellrods.com/story.html"&gt;http://www.roswellrods.com/story.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Island, Kal, &lt;i&gt;Hey, What's all the Bugaboo?&lt;/i&gt; Popular Science. 1 Nov. 1995, Volume 247, Number 5: 83.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaku, Michio, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Physics of the Impossible, a Scientific Exploration into the World of Phasers, Force Fields, Teleportation, and Time Travel&lt;/span&gt;. New York: Doubleday, 2008. 16-33.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol, &lt;i&gt;Conclusion: Escamilla's "rods" are motion-blurred bugs.&lt;/i&gt; Sol's 'Rods' Study. Opendb, 8 Apr. 1998. Web. 9 Dec. 2009. &lt;a href="http://opendb.com/sol/conclusion.htm"&gt;http://opendb.com/sol/conclusion.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-6064718964315105292?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/6064718964315105292/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=6064718964315105292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/6064718964315105292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/6064718964315105292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/skeptoid-episodio-3-rods-absurdos.html' title='Skeptoid Episódio 3: Rods - Absurdos Voadores'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s72-c/skeptoid.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-8830124126056522150</id><published>2010-07-08T14:04:00.007-03:00</published><updated>2010-07-08T14:19:59.795-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><title type='text'>Citação do dia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TDYGaTcpg_I/AAAAAAAAE84/yRo0V-l8hqE/s1600/Epicurus_bust2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TDYGaTcpg_I/AAAAAAAAE84/yRo0V-l8hqE/s200/Epicurus_bust2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491583844591698930" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Is God willing to prevent evil, but not able?&lt;br /&gt;Then he is not omnipotent.&lt;br /&gt;Is he able, but not willing?&lt;br /&gt;Then he is malevolent.&lt;br /&gt;Is he both able and willing?&lt;br /&gt;Then whence cometh evil?&lt;br /&gt;Is he neither able nor willing?&lt;br /&gt;Then why call him God?&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Epicurus"&gt;Epicurus (341-270 B.C.E.)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;"&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz?&lt;br /&gt;Então não é onipotente.&lt;br /&gt;É capaz, mas não deseja?&lt;br /&gt;Então é malevolente.&lt;br /&gt;É capaz e deseja?&lt;br /&gt;Então por que o mal existe?&lt;br /&gt;Não é capaz e nem deseja?&lt;br /&gt;Então por que lhe chamamos Deus?&lt;/span&gt;"&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify" style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Epicuro"&gt;Epicuro de Samos (341-270 A.E.C.)&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-8830124126056522150?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/8830124126056522150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=8830124126056522150' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8830124126056522150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8830124126056522150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/citacao-do-dia.html' title='Citação do dia'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TDYGaTcpg_I/AAAAAAAAE84/yRo0V-l8hqE/s72-c/Epicurus_bust2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-8705410198873100444</id><published>2010-07-07T08:35:00.009-03:00</published><updated>2010-07-07T09:01:00.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Supercondutividade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.physics.ubc.ca/~supercon/intro.html" target="scg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TDRnQrTF4CI/AAAAAAAAE8g/xrDGfCxNgns/s200/supercond.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491127381869846562" /&gt;&lt;/a&gt;A muito, muito tempo atrás eu precissei cavucar a internet atrás de informações sobre um material misterioso conhecido como Nióbio-Titânio(Nb&lt;sub&gt;3&lt;/sub&gt;Ti), um &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Type-II_superconductor"&gt;supercondutor classe II&lt;/a&gt; utilizado para gerar campos magnéticos ridiculamente altos em equipamentos de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nuclear_magnetic_resonance" target="wiki"&gt;ressonância nuclear magnética&lt;/a&gt;. No início do meu doutorado trabalhei um pouco com técnicas para otimização de equipamentos de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Magnetic_resonance_imaging" target="wiki"&gt;MRI&lt;/a&gt;, e precisava de dados confiáveis sobre as propriedades do Nb&lt;sub&gt;3&lt;/sub&gt;Ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas não é por isto que eu estou escrevendo. O objetivo deste post é mostrar prá vocês um filmezinho simpático que eu encontrei durante minha busca. Este filme demonstra um fenômeno conhecido como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Meissner_effect"&gt;Efeito Meissner&lt;/a&gt;, mais popularmente conhecido como levitação magnética.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nWTSzBWEsms&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nWTSzBWEsms&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1?color1=0x006699&amp;amp;color2=0x54abd6&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;No filme, o bloco preto eh um supercondutor (devido a alguns detalhes no filme, eu arrisco que seja classe-II, mas a explicação fica prá outro dia), e a pastilha prateada eh um ímã normal. No início do filme, o bloco preto está a temperatura ambiente, ou seja, nada de supercondutividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;center&gt;Pequeno interlúdio: supercondutores a temperatura ambiente ainda são um sonho delirante nos dias de hoje - o record ainda é de 139K, ou -134&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;C, para um material ainda mais bizarro que o Nb&lt;sub&gt;3&lt;/sub&gt;Ti - 0 Mercury Barium Thallium Copper Oxide... bah, whatever.&lt;/center&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, como eu ia dizendo, no início do filme não acontece nada de legal. Aí resolvem resfriar o supercondutor, e a diversão começa! Notem que o ímã não apenas flutua, mas resiste bravamente a qualquer tentativa de tirá-lo do lugar. Outra coisa interessante do Efeito Meissner (mas que nao aparece muito bem no filme) é que o ímã flutuante pode girar sem nenhuma fricção. Se não fosse a interação com o ar (por exemplo, se o experimento fosse feito em um vácuo) o ímã ficaria girando &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;para sempre&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no mesmo lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://imgs.xkcd.com/comics/experiment.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 740px; height: 322px;" src="http://imgs.xkcd.com/comics/experiment.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;Experimentos no vácuo e sem atrito podem ser perigosos (do &lt;a href="http://xkcd.com/" target="xkcd"&gt;XKCD&lt;/a&gt;).&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal brinca um pouco com o íma e no final usa a atração entre o mesmo e o bloco supercondutor para puxar este último pra fora da bacia de Hélio líquido. Daí dá pra ver o supercondutor esquentando e a o Efeito Meissner morrendo aos poucos, até acabar a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-8705410198873100444?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/8705410198873100444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=8705410198873100444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8705410198873100444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/8705410198873100444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/supercondutividade.html' title='Supercondutividade'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TDRnQrTF4CI/AAAAAAAAE8g/xrDGfCxNgns/s72-c/supercond.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3091800910728330983</id><published>2010-07-04T12:09:00.005-03:00</published><updated>2010-07-07T12:58:51.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ateísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Podcasts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skeptoid'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>Skeptoid Episódio 2: Religião Como Fonte de Moral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 55px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s320/skeptoid.png" alt="skeptoid logo" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487481999150768146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No segundo episódio do podcast &lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;Skeptoid&lt;/a&gt;, Brian Dunning discute a afirmação de que a religião é a fonte de moral e que ateus e agnósticos seriam, consequentemente, imorais. Segue abaixo a tradução do texto para o português.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Skeptoid  #02&lt;br /&gt;Religion as a Moral Center&lt;br /&gt;Publicado originalmente em 11 de Outubro de 2006, por Brian Dunning&lt;br /&gt;Original em Inglês: &lt;a href="http://skeptoid.com/episodes/4001" target="skeptoid"&gt;http://skeptoid.com/episodes/4001&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Traduzido para o Português em 09 de Fevereiro de 2008 (ed. 4 de Julho de 2010), por Felipe Campelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" src="http://www.google.com/reader/ui/3523697345-audio-player.swf?audioUrl=http://skeptoid.com/audio/skeptoid-4001.mp3" height="27" width="320" text="audio/mpeg"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Religião como Fonte de Moral&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Hoje vamos abrir a gaveta do criado mudo de hotel e encarar a necessidade de um Centro Moral, o conjunto de comportamentos e ética que determinam a forma como nos comportamos e conduzimos nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que você fico chocado ao saber disto, mas eu sou ateu. Eu não acredito na existência de deuses sobrenaturais, e não há nada de errado ou maligno nisto. Eu enxergo o Deus Cristão da mesma forma que o Cristão mediano enxerga Shiva, Atena ou Thetans [1]. Também não há nada de errado ou maligno em se duvidar da divindade destas outras entidades. Ainda assim, a generalização normalmente feita por pessoas religiosas é que os ateus não possuem um centro moral. Mais de uma vez, em conversas boêmias com amigos religiosos, eu já ouvi a afirmação de que a fé é um componente necessário para o desenvolvimento de um centro moral sólido. A idéia é que crenças religiosas possuem um papel importante no desenvolvimento de um sistema saudável de ética, moral e conduta pessoal. Sem fé religiosa, a pessoa tem menos chances de se tornar um indivíduo "moral". Assim sendo, uma das principais razões pelas quais religiosos tentam se aproximar dos ateus é para ajudá-los a encontrar um Centro Moral, para que não tenhamos um bando de pagãos nus correndo pelas ruas e espalhando o caos e a destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha resposta aos religiosos - após agradecê-los pela imagem que eles tem de mim como uma pessoa sem ética - é comparar nossos sistemas de moral e tentar descobrir onde estão estas supostas diferenças. Se você me conhecesse pessoalmente, provavelmente me acharia uma pessoa geralmente bem comportada, que assim como você tenta se manter longe de confusão, escova os dentes, leva as crianças para a escola e tenta não falar (muito) alto na biblioteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como você, eu sou uma pessoa razoavelmente honesta. Eu não engano pessoas nos negócios, não roubo e não cometo nenhum crime mais grave que ultrapassar o limite de velocidade. Eu falo mentiras, mas apenas mentiras do tipo "sim, claro que esta roupa caiu bem em você".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você, eu jogo limpo nos esportes, mesmo quando jogando contra pessoas que não fazem o mesmo. Eu tento ser um bom perdedor, e às vezes até mesmo um bom vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como você, eu valorizo minha família acima de qualquer outra coisa. Manter o amor, confiança e felicidade na minha família é sem dúvida muito mais importante que qualquer outra priridade em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também tenho, como você, uma noção clara de certo e errado. Em geral, atitudes que machuquem outras pessoas são erradas, e a maioria de nós evita este tipo de comportamento sempre que possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você, se eu vir a carteira de um completo estranho cair de seu bolso, eu vou entrar em ação no melhor estilo Batman e devolver a carteira para o dono - independente da cor da pele ou da língua falada pela pessoa em questão. Da mesma forma, nem eu nem você jamais pensaríamos em ficar com a carteira para nós ou pedir qualquer tipo de recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu vejo uma senhora de idade, eu não corro prá cima dela, dou um soco na cara e roubo a bolsa, assim como não o fazem as pessoas religiosas. Mas note que uma pessoa religiosa jamais falaria "eu adoraria cobrir aquela senhora de porrada, mas eu não posso porque deus me disse que é errado." Ninguém faria uma coisa destas, simplesmente porque é obviamente algo errado a se fazer. Uma pessoa basicamente boa - e isto inclui a maioria de nós - raramente (ou nunca) necessita de mandamentos religiosos para não cometer barbaridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, o meu Centro Moral é praticamente igual ao seu. Ele é resultado da bondade inerente à natureza humana, e da minha noção de certo e errado que é basicamente a mesma em todas as pessoas. Ele não é derivado de nenhum conjunto de mandamentos religiosos, ou do receio de ser punido por alguma divindade. Como é possível que meu sistema ético seja tão similar ao dos Cristãos ou Budistas, considerando que o mesmo foi formado por mim na ausência de qualquer contexto religioso? Meu argumento é que o senso moral de qualquer pessoa deriva da natureza humana, do cultivo de interações sociais e do senso de certo e errado. E já que basicamente todo mundo possui estas qualidades, a necessidade de se considerar a religião como uma fonte adicional de ética é redundante e desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resposta comum de pessoas religiosas é que o bom senso, a habilidade de distinguir o certo do errado e todas estas coisas nos foram dadas por Deus. Se este é o caso, e todo mundo (incluindo os ateus) recebeu todos os fundamentos para desenvolver um Centro Moral, nós voltamos ao mesmo ponto anterior: educação religiosa continua sendo supérflua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiáo é uma componente importante e valorizada na vida da maioria das pessoas, e sua prática as satisfaz de diversas formas. Religião não é, entretanto, algo necessário para que a pessoa se torne boa, ou que tenha um sólido Centro Moral. Filantropos, educadores, médicos, paramédicos e vencedores do Prêmio Nobel possuem a mesma gama de crenças (incluindo ateísmo) que a população em geral. Afinal, eles são parte da população em geral!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas do Tradutor:&lt;/span&gt; --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Espíritos ou almas, na mitologia da Cientologia. Como em português a tradução usada é Tetões, preferi deixar na forma original prá evitar a piadinha inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências fornecidas pelo autor&lt;/span&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boyer, Pascal, &lt;i&gt;Religion Explained&lt;/i&gt;. New York: Basic Books, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clear, T. R. Clear, Stout, B.D., &lt;i&gt;"Does Involvement in Religion Help Prisoners Adjust to Prison?"&lt;/i&gt;. National Criminal Justice Reference Service. U.S. Department of Justice, 1 Nov. 1992. Web. 1 Sep. 2006. &lt;a href="http://www.ncjrs.gov/app/Search/Abstracts.aspx?id=151513"&gt;http://www.ncjrs.gov/app/Search/Abstracts.aspx?id=151513&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curlin, Farr A, Lantos, John D et al., &lt;i&gt;"Religious Characteristics of U.S. Physicians."&lt;/i&gt; J Gen Intern Med. 1 Jul. 2005, Volume 20, Number 7: 629–634.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Waal, Frans, &lt;i&gt;Good Natured: The Origins of Right and Wrong in Humans and Other Animals&lt;/i&gt;. Cambridge: Harvard University Press, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nielsen, Kai, &lt;i&gt;Ethics Without God&lt;/i&gt;. New York: Prometheus Books, 1990. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3091800910728330983?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3091800910728330983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3091800910728330983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3091800910728330983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3091800910728330983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/07/skeptoid-episodio-2-religiao-como-fonte.html' title='Skeptoid Episódio 2: Religião Como Fonte de Moral'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s72-c/skeptoid.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3613272192624265303</id><published>2010-07-01T17:00:00.000-03:00</published><updated>2010-07-01T17:30:39.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Pensamento evolutivo - uma breve história</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzBNH-gegI/AAAAAAAAE7I/2gqPrSYDrdg/s1600/tree.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 600px; height: 600px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzBNH-gegI/AAAAAAAAE7I/2gqPrSYDrdg/s400/tree.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488974477081475586" /&gt;&lt;/a&gt;(Este post contém trechos da minha introdução a um capítulo sobre técnicas evolutivas em um livro-texto de otimização, a ser publicado até o final do ano. No futuro colocarei aqui outros trechos, falando sobre o uso de idéias biológicas no campo de otimização.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Nada na biologia faz sentido, exceto à luz da evolução.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Theodosius_Dobzhansky"&gt;Theodosius Dobzhansky&lt;/a&gt; (1900-1975)&lt;br&gt;geneticista e biólogo evolutivo.&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;No contexto da biologia moderna, o termo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o"&gt;evolução&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; se refere em geral à mudança gradual da composição genética média de uma determinada população de organismos, ao longo de sucessivas gerações; ou, nas palavras de Douglas Futuyma [1], "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;evolução biológica (ou evolução orgânica) é a mudança nas propriedades das populações dos organismos que transcendem o período de vida de um único indivíduo&lt;/span&gt;". Enquanto que mudanças entre duas gerações sucessivas são, em geral, pequenas, o acúmulo destas ao longo de centenas ou milhares de gerações pode resultar em grandes alterações morfológicas e metabólicas na população em questão e que, dadas certas condições, resultar na diferenciação de uma nova espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens do pensamento evolutivo remontam ao período grego clássico, quando ideias a respeito da transmutação de espécies foram concebidas pelo filósofo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anaximander"&gt;Anaximandro de Mileto&lt;/a&gt; cerca de 2500 anos atrás, o que obviamente reforça a ideia de que qualquer descoberta supostamente original da era moderna já foi proposta por algum grego.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzs2_eN3AI/AAAAAAAAE7Q/ENy_2Ye0ci8/s1600/anaximandro.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzs2_eN3AI/AAAAAAAAE7Q/ENy_2Ye0ci8/s200/anaximandro.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489022475353054210" /&gt;&lt;/a&gt;Anaximandro, como nosso querido tio &lt;a href="http://www.carlsagan.com/"&gt;Carl Sagan&lt;/a&gt; já disse certa vez em seu excelente &lt;i&gt;Cosmos&lt;/i&gt; (tanto no &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cosmos_(book)"&gt;livro&lt;/a&gt; quanto na &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cosmos:_A_Personal_Voyage"&gt;série&lt;/a&gt;) é considerado como um dos primeiros cientistas empíricos, e um dos primeiros pensadores a propor causas físicas, em oposição a místicas, para a explicação de fenômenos naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar deste (e outros) flertes iniciais com ideias evolutivas (ver referências [2-4], foi apenas na Inglaterra da segunda metade do século XVIII que conceitos relacionados a alguma forma de evolução orgânica começaram a ser seriamente discutidos nos círculos científicos. Pensadores como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maupertuis"&gt;Maupertuis&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Diderot"&gt;Diderot&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Georges-Louis_Leclerc,_Comte_de_Buffon"&gt;Buffon&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_Burnett,_Lord_Monboddo"&gt;Burnett&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Goethe#Historical_importance"&gt;Goethe &lt;/a&gt;discutiram, com variados graus de seriedade, ideias como geração espontânea de vida a partir de matéria inanimada (abiogênese) e criação contínua de seres vivos, em contraste com as ideias então vigentes de criação única; e o conceito de que novas espécies poderiam surgir a partir do "desdobramento" (a própria palavra "evolução" vem do latim &lt;span style="font-style:italic;"&gt;evolutio&lt;/span&gt;, que significa "desenrolar ou desdobrar um pergaminho") de potencialidades latentes em outras espécies [1].&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCztIw8s18I/AAAAAAAAE7Y/QuTgE6axTeA/s1600/Portrait_of_Erasmus_Darwin.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCztIw8s18I/AAAAAAAAE7Y/QuTgE6axTeA/s200/Portrait_of_Erasmus_Darwin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489022780692027330" /&gt;&lt;/a&gt;Ainda em 1796 &lt;a href="http://www.ucmp.berkeley.edu/history/Edarwin.html"&gt;Erasmus Darwin&lt;/a&gt;, em seu livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zo%C3%B6nomia"&gt;Zoönomia&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; [5], discutia ideias como descendência comum, seleção sexual e reprodução diferenciada dos mais aptos, se adiantando a diversos conceitos propostas mais tarde por &lt;a href="http://www.ucmp.berkeley.edu/history/lamarck.html"&gt;Jean-Baptiste Lamarck&lt;/a&gt;. No mesmo ano, &lt;a href="http://www.ucmp.berkeley.edu/history/cuvier.html"&gt;Georges Cuvier&lt;/a&gt; provou pela primeira vez a realidade da extinção de espécies, ao apresentar seu estudo comparativo da anatomia de elefantes com a de fósseis de animais similares, como os mastodontes e mamutes encontrados na Europa, e demonstrando conclusivamente que se tratavam de diferentes espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCztXX1V8VI/AAAAAAAAE7g/Vpz3ja2HouM/s1600/lamarck.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCztXX1V8VI/AAAAAAAAE7g/Vpz3ja2HouM/s200/lamarck.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489023031648317778" /&gt;&lt;/a&gt;O início do século XIX trouxe uma efervescência ainda maior em torno de tópicos relacionados à evolução dos seres vivos. Em 1809, Lamarck publicou sua obra &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.ucl.ac.uk/taxome/jim/Mim/lamarck_contents.html"&gt;Philosophie Zoologique&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;[6] onde propunha, entre outras ideias, que fatores ambientais seriam responsáveis por mudanças na estrutura dos seres vivos; que características úteis seriam preservadas e desenvolvidas pelos organismos, e características inúteis ou deletérias seriam descartadas. Embora na maioria dos casos os mecanismos propostos por Lamarck para tais fenômenos tenham sido posteriormente refutados, seu trabalho representa um divisor de águas na história do pensamento evolutivo, tendo sido, nas palavras de Douglas Futuyma, "&lt;span style="font-style:italic;"&gt;o primeiro defensor da evolução a não adotar soluções de compromisso&lt;/span&gt;"[1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Lamarck elevou a ideia de evolução dos seres vivos ao status de tópico de discussão nos círculos científicos da Inglaterra Vitoriana. Ideias a respeito de seleção natural e evolução humana foram propostas em 1813 por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_Charles_Wells#Wells.27_idea"&gt;William Wells&lt;/a&gt;; posteriormente, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Patrick_Matthew"&gt;Patrick Matthew&lt;/a&gt; discutiu os conceitos de especiação e seleção natural em um obscuro livro sobre madeiras de uso naval, em 1831 [7].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCztxXra5_I/AAAAAAAAE7o/u9xL771S2-o/s1600/charles_darwin_aged_51.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 164px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCztxXra5_I/AAAAAAAAE7o/u9xL771S2-o/s200/charles_darwin_aged_51.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489023478283298802" /&gt;&lt;/a&gt;Em dezembro deste mesmo ano, &lt;a href="http://library.thinkquest.org/11273/darwin.html"&gt;Charles&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/darwin_charles.shtml"&gt;Robert&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin"&gt;Darwin&lt;/a&gt; partiu para uma jornada de cinco anos como naturalista de bordo do navio &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Beagle"&gt;HMS Beagle&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;. Durante suas viagens, Darwin recolheu milhares de espécimes animais e vegetais, incluindo fósseis, e coletou notas sobre anatomia e comportamento de animais e plantas ao redor do mundo. Após retornar à Inglaterra, empenhou-se em catalogar e em publicar seu diário de viagens [8]. Foi durante este período pós-viagem que Darwin, influenciado pelo &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/An_Essay_on_the_Principle_of_Population"&gt;Ensaio Sobre o Princípio Populacional&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; [9] de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Malthus"&gt;Thomas Malthus&lt;/a&gt; e por suas discussões com anatomistas britânicos, começou a vislumbrar os princípios da luta pela existência e da sobrevivência do mais apto, resumidas em seu princípio de seleção natural. Ciente das implicações de suas descobertas, Darwin trabalhou cuidadosamente no quarto de século após seu retorno, acumulando um grande volume de evidência em suporte a suas hipótese de evolução por seleção natural. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzt_WS2FaI/AAAAAAAAE7w/DoUgcetjBSY/s1600/wallace.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 156px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzt_WS2FaI/AAAAAAAAE7w/DoUgcetjBSY/s200/wallace.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489023718429955490" /&gt;&lt;/a&gt;Escreveu em 1844 um ensaio não publicado sobre seleção natural [10], e ainda estava trabalhando na elaboração de seu livro definitivo sobre o tema quando recebeu, em 1858, um &lt;a href="http://textbookrevolution.org/index.php/Book:On_the_tendency_of_varieties_to_depart_indefinitely_from_the_original_type"&gt;manuscrito&lt;/a&gt; do jovem naturalista britânico &lt;a href="http://wallacefund.info/"&gt;Alfred&lt;/a&gt; &lt;a href="http://people.wku.edu/charles.smith/index1.htm"&gt;Russel&lt;/a&gt; &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_Russel_Wallace"&gt;Wallace&lt;/a&gt; [11].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu manuscrito, Wallace descrevia conclusões obtidas após anos de estudos na Amazônia e nos arquipélagos da Malásia, a respeito dos mecanismos de seleção natural e sua importância na derivação de novas espécies a partir das existentes. Aconselhado por &lt;a href="http://www.mnsu.edu/emuseum/information/biography/klmno/lyell_charles.html"&gt;Charles Lyell&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.jdhooker.org.uk/"&gt;Joseph Hooker&lt;/a&gt;, Darwin apresentou à &lt;a href="http://www.linnean.org/"&gt;Linnean Society&lt;/a&gt; de Londres o manuscrito de Wallace juntamente com partes de seu ensaio de 1844, o que dá a ambos o privilégio de serem considerados os co-descobridores do princípio de evolução por seleção natural. Mas foi apenas no final de 1859, após a publicação de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://www.literature.org/authors/darwin-charles/the-origin-of-species/"&gt;Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou a Preservação de Raças&lt;sup&gt;*&lt;/sup&gt; Favorecidas na Luta pela Vida&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; [12] (abreviado para seu nome mais conhecido - A Origem das Espécies - após sua sétima edição em 1882), que a comunidade científica finalmente teve acesso ao imenso corpo de evidência reunido por Darwin em favor da teoria da evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzuNJHDBmI/AAAAAAAAE74/9yhJcywR1ik/s1600/wallace%26darwin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzuNJHDBmI/AAAAAAAAE74/9yhJcywR1ik/s320/wallace%26darwin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489023955408979554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do século XIX e início do século XX testemunharam mudanças na atitude da comunidade científica internacional em relação às ideias evolutivas de Darwin, Wallace e outros. A redescoberta dos trabalhos do pai da genética, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gregor_Mendel"&gt;Gregor Mendel&lt;/a&gt;, sobre a herança discreta de características, foi inicialmente interpretada como uma contradição às ideias de variação contínua dos seres vivos, descrita por Darwin como parte de sua teoria.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzufwJeOrI/AAAAAAAAE8A/bz_VmBd1V1Y/s1600/01_mendel_pu.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 152px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzufwJeOrI/AAAAAAAAE8A/bz_VmBd1V1Y/s200/01_mendel_pu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489024275125779122" /&gt;&lt;/a&gt; Coube ao nascente campo da genética de populações, desenvolvido principalmente por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ronald_Fisher"&gt;Ronald Fisher&lt;/a&gt; [13], &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/J._B._S._Haldane"&gt;J. B. S. Haldane&lt;/a&gt; [14] e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sewall_Wright"&gt;Sewall Wright&lt;/a&gt; [15], reconciliar os fatos da evolução com os da genética Mendeliana, demonstrando não apenas a compatibilidade destas ideias como sua íntima correlação na geração dos fenômenos observados no mundo natural. Este casamento da genética com a evolução veio a ser posteriormente conhecido como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Modern_evolutionary_synthesis"&gt;moderna síntese evolutiva&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; [16]. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzuxSDaCII/AAAAAAAAE8I/y8ow1HQwvhI/s1600/watson_crick.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzuxSDaCII/AAAAAAAAE8I/y8ow1HQwvhI/s200/watson_crick.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489024576284919938" /&gt;&lt;/a&gt; A descoberta da molécula de DNA como agente da hereditariedade, publicada por &lt;a href="http://www.answers.com/topic/oswald-avery"&gt;Osvald Avery&lt;/a&gt; em 1944 [17], e a identificação de sua estrutura por &lt;a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/1962/watson-bio.html"&gt;James Watson&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/1962/crick-bio.html"&gt;Francis Crick&lt;/a&gt; em 1953 [18,19] possibilitaram a análise genética comparativa de organismos, que vem, nas últimas décadas, fornecendo importantes dados sobre o passado evolutivo e os níveis de parentesco das mais diversas espécies de organismos que habitam a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Notas --&lt;br /&gt;&lt;sup&gt;*&lt;/sup&gt; Citando Richard Dawkins [20]: "No subtítulo de  &lt;i&gt;A Origem das Espécies&lt;/i&gt;, a frase, frequentemente mal-interpretada, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;preservação de raças favorecidas&lt;/span&gt; definitivamente não se refere a raças no sentido coloquial utilizado atualmente. Darwin escrevia em uma época anterior à classificação e compreensão adequada dos genes, mas, em termos modernos, o significado das &lt;span style="font-style:italic;"&gt;raças favorecidas&lt;/span&gt; seria algo como &lt;span style="font-style:italic;"&gt;portadores de genes favorecidos&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Referências --&lt;br /&gt;[1] Douglas J. Futuyma, &lt;i&gt;Biologia Evolutiva&lt;/i&gt;. SBG, 2&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt; edição, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2]Peter J. Bowler, &lt;i&gt;Evolution: The History of an Idea&lt;/i&gt;. University of California Press, 3rd edition, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Arthur Lovejoy, &lt;i&gt;The Great Chain of Being: A Study of the History of an Idea&lt;/i&gt;. Harvard University Press, 1936.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Ernst Mayr, &lt;i&gt;The Growth of Biological Thought: Diversity, Evolution, and&lt;br /&gt;Inheritance&lt;/i&gt;. The Belknap Press of Harvard University Press, 1982.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5]Erasmus Darwin, &lt;i&gt;Zoönomia, or the Laws of Organic Life&lt;/i&gt;. 1794.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Jean-Baptiste Lamarck, &lt;i&gt;Zoological Philosophy&lt;/i&gt;. 1809.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Patrick Matthew, &lt;i&gt;Naval Timber and Arboriculture&lt;/i&gt;. 1831.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Charles Darwin, &lt;i&gt;The Voyage of the Beagle&lt;/i&gt;. 1839.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Thomas R. Malthus, &lt;i&gt;An Essay on the Principle of Population&lt;/i&gt;. 1898.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] Charles Darwin, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sketch of species theory&lt;/span&gt;. 1844.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Alfred R. Wallace, &lt;i&gt;On the tendency of varieties to depart inde nitely from the&lt;br /&gt;original type&lt;/i&gt;. 1858.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] Charles Darwin, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of&lt;br /&gt;favoured races in the struggle for life.&lt;/span&gt;. 1859.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] Ronald Fisher, &lt;i&gt;The Genetical Theory of Natural Selection&lt;/i&gt;. 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] J. B. S. Haldane. &lt;i&gt;A mathematical theory of natural and arti cial selection&lt;/i&gt;. 1924-34.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] Sewall Wright, &lt;i&gt;The roles of mutation, inbreeding, crossbreeding and selection&lt;br /&gt;in evolution&lt;/i&gt;. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Proceedings of the 6th International Congress on Genetics&lt;/span&gt;, volume 1, pages 356-366, 1932.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] Julian Huxley, &lt;i&gt;Evolution: The Modern Synthesis&lt;/i&gt;. 1942.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] Oswald T. Avery, Colin M. MacLeod, and Maclyn McCarty, &lt;i&gt;Studies on the chemical nature of the substance inducing transformation of pneumococcal types.&lt;/i&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Journal of Experimental Medicine&lt;/span&gt;, 79(2):137-158, 1944.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[18] James D. Watson and Francis H. C. Crick, &lt;i&gt;Molecular structure of nucleic acids - a structure for deoxyribose nucleic acid&lt;/i&gt;. Nature, 171:737-738, 1953.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[19] James D.Watson and Francis H. C. Crick, &lt;i&gt;Genetic implications of the structure of deoxyribonucleic acid&lt;/i&gt;. Nature, 171:964-967, 1953.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[20] Richard Dawkins, &lt;i&gt;A Grande Hist oria da Evolu ção&lt;/i&gt;. Companhia das Letras, 1&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt; edição, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3613272192624265303?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3613272192624265303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3613272192624265303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3613272192624265303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3613272192624265303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/06/pensamento-evolutivo-uma-breve-historia.html' title='Pensamento evolutivo - uma breve história'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCzBNH-gegI/AAAAAAAAE7I/2gqPrSYDrdg/s72-c/tree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-4296674803418332800</id><published>2010-06-30T16:42:00.000-03:00</published><updated>2010-06-30T16:42:38.646-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Citação do dia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCudpBdeUOI/AAAAAAAAE7A/KaOd4S4CCyY/s1600/popper2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 159px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCudpBdeUOI/AAAAAAAAE7A/KaOd4S4CCyY/s200/popper2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488653898973335778" /&gt;&lt;/a&gt;A um tempo atrás encontrei a citação abaixo atribuída a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_Popper" target="wiki"&gt;Karl Popper&lt;/a&gt;, mas fui incapaz de confirmar a fonte. De qualquer forma, é uma boa citação:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;A meu ver existe apenas uma via de acesso à ciência - da mesma forma que à filosofia: encontrar um problema, ser abatido pela sua beleza e cair de amores por ele. Então você se casará com ele e viverá feliz para sempre, "até que a morte os separe" - a menos que nesse meio termo você encontre um outro problema ainda mais sedutor ou, quem sabe, encontre uma solução para o primeiro. Entretanto, supondo que você encontre tal solução, é bem possível que você descubra a mais suprema alegria, toda uma família de problemas-crianças, charmosos, ainda que talvez difíceis. E é no bem-estar desta progênie que você poderá trabalhar utilmente até o fim dos seus dias.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Karl Popper (1902-1994) ou não!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-4296674803418332800?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/4296674803418332800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=4296674803418332800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/4296674803418332800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/4296674803418332800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/06/citacao-do-dia.html' title='Citação do dia'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCudpBdeUOI/AAAAAAAAE7A/KaOd4S4CCyY/s72-c/popper2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-3978112167221482608</id><published>2010-06-28T11:30:00.005-03:00</published><updated>2010-06-28T11:57:12.442-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ceticismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Storm, by Tim Minchin</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCiyhfxgr0I/AAAAAAAAE6c/gLRbCSdOHKM/s1600/Screaming-Tim-150x150.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCiyhfxgr0I/AAAAAAAAE6c/gLRbCSdOHKM/s200/Screaming-Tim-150x150.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487832434485538626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.timminchin.com/" target="timminchin"&gt;Tim Minchin&lt;/a&gt; é um músico, ator, comediante e escritor australiano, atualmente vivendo na Inglaterra. Sua música - apresentada em shows ao vivo e disponível tanto no &lt;a href="http://www.youtube.com/user/timminchin" target="youtube"&gt;Youtube &lt;/a&gt;quanto na &lt;a href="http://itunes.apple.com/us/artist/tim-minchin/id299970464" target="itunes"&gt;iTunes Store&lt;/a&gt; - abrange tópicos como meio ambiente, racionalismo, preconceitos, ciência, religião e basicamente qualquer coisa que mereça uma boa dose de humor. Um pianista talentoso, Tim Minchin mostra uma combinação fantástica de música, ciência e comédia no melhor estilo das "coisas que te fazem rir, e depois te fazem pensar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um de seus trabalhos mais geniais, na minha não-tão-modesta opinião, é o poema &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Storm&lt;a href="http://www.youtube.com/watch#!v=UB_htqDCP-s&amp;feature=related" target="youtube"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;, que deveria ser proclamado como o hino oficial do ceticismo científico. O vídeo abaixo inclui legendas (em inglês), recomendo demais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UB_htqDCP-s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UB_htqDCP-s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente descobri que tem um pessoal trabalhando em um &lt;a href="http://www.stormmovie.net/blog/2010/01/tim-minchins-storm-official-trailer/" target="stormmovie"&gt;curta de animação&lt;/a&gt; para o Storm. O trailer segue abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object width="580" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/V9bT73BM2Ic&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/V9bT73BM2Ic&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6&amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="580" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://crispian-jago.blogspot.com/2010/04/skeptic-trumps-tim-minchin.html" target="skeptrumps"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCi3vBuaqvI/AAAAAAAAE6k/4ZyM79b1Uxo/s400/card+017+Tim+Minchin.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487838164495805170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-3978112167221482608?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/3978112167221482608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=3978112167221482608' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3978112167221482608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/3978112167221482608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/06/storm-by-tim-minchin.html' title='Storm, by Tim Minchin'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCiyhfxgr0I/AAAAAAAAE6c/gLRbCSdOHKM/s72-c/Screaming-Tim-150x150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-5012406539420545894</id><published>2010-06-27T12:47:00.005-03:00</published><updated>2010-07-07T13:00:06.601-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Traduções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Podcasts'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skeptoid'/><title type='text'>Skeptoid Episódio 1: Energias da Nova Era</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 55px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s320/skeptoid.png" alt="skeptoid logo" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487481999150768146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No episódio de estréia de seu excelente podcast &lt;a href="http://skeptoid.com/" target="skeptoid"&gt;Skeptoid&lt;/a&gt;, Brian Dunning ataca as “energias“ da nova era, normalmente utilizadas como explicação para toda uma gama de absurdos e superstições. Com sarcasmo e bom humor, Brian é capaz de explicar de forma clara e concisa as razões pelas quais, ao ouvir expressões como “energia espiritual“, nós temos razões excelentes para utilizar nosso kit de detecção de bobagens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Skeptoid  #01&lt;br /&gt;New Age Energies&lt;br /&gt;Publicado originalmente em 03 de Outubro de 2006,  por Brian Dunning&lt;br /&gt;Original em Inglês: &lt;a href="http://skeptoid.com/episodes/4002" target="skeptoid"&gt;http://skeptoid.com/episodes/4002&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Traduzido para o Português em 05 de Fevereiro de 2008 (ed. 27 de Junho de 2010), por Felipe Campelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" src="http://www.google.com/reader/ui/3523697345-audio-player.swf?audioUrl=http://skeptoid.com/audio/skeptoid-4002.mp3" height="27" width="320" text="audio/mpeg"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Energias da Nova Era&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Estou me sentindo meio pra baixo hoje, então nada melhor que me conectar a uma fonte de energia de uma dimensão paralela para uma recarga rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé nas pseudo-ciências está por toda parte. Para onde quer que você olhe, se verá cercado por pessoas inteligentes, mas que aceitam a existência de coisas como fenômenos paranormais, anjos, curas da “nova era“, ou técnicas milenares de cuidar da saúde baseados em misteriosos campos de “energia“ não compreendidos pela ciência. A maioria destes fenômenos paranormais se baseiam na idéia de “energia“ e, quando pedimos explicações aos adeptos , os mesmos tem prazer em ensinar sobre os campos de energia do corpo, campos de energia do universo, Chi, Prana, Orgônio, energias negativas, energias positivas, e praticamente qualquer outra coisa que necessite de uma palavra vagamente familiar para explicá-la e justificá-la. Fica logo claro que há um excesso de interpretações vagas do termo “energia“, a ponto de a maioria das pessoas provavelmente não ter muita idéia do significado do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente, eu acredito que se mais pessoas tivessem uma idéia mais clara sobre o quê é energia - o que não é realmente complicado - elas seriam menos suscetíveis às pseudo-ciências, e prestariam mais atenção a tecnologias e métodos realmente úteis e construtivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga me contou certa vez sobre sua habilidade de realizar pequenas curas, e sua melhor explicação foi que ela usava energias de uma outra dimensão. Por ter assistido recentemente o filme “What the #$*! Do We (K)now!?“ [1], ela já tinha na ponta da língua a explicação de que deveríamos prontamente aceitar dimensões e realidades alternativas, uma vez que a ciência não sabe realmente de muita coisa e, consequentemente, não haveria prova de ques tais conceitos seriam falsos. Sem problema, vou assumir que ela possa se conectar com uma outr dimensão: afinal, as formas mais recentes das teorias-M postulam que há provavelmente umas dez ou onze dimensões por aí, eu apenas espero que a da minha amiga  não seja uma daquelas enroladas em espaços ridiculamente pequenos. O que realmente me interessa é a natureza vagamente definida desta tal “energia“ que ela  poderia contatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu perguntei então de que tipo de energia ela estava falando, e como ela era armazenada. É calor? Energia cinética armazenada em um volante de inércia? Um composto explosivo? Comida? Estes são alguns exemplos de formas nas quais energia pode realmente ser armazenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma, a cultura popular da Nova Era transformou a palavra “energia“ em um nome próprio. “Energia“ é considerada literalmente como uma espécie de nuvem brilhante e flutuante, da qual adeptos podem obter força e se sentir restaurados. Imagine uma daquelas criaturas meio vaporosas da série original de Jornada nas Estrelas, e você terá uma idéia razoavelmente boa da forma como os adeptos da nova era pensam em energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, energia não é realmente um nome próprio [2]. Energia não é nada além de uma medida da capacidade de realizar trabalho. Neste contexto, quando espiritualistas falam sobre os campos de energia de seu corpo, eles na verdade não estão dizendo nada que faça muito sentido. Apesar disto, este tipo de expressão se tornou tão comum em nossa sociedade que a maioria dos Americanos [3] aceitam a idéia absurda de que “Energia“ existe como uma força auto-sustentável, flutuando por aí em nuvens brilhantes que podem ser controladas por adeptos espiritualistas para fazer praticamente qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma referência bem conhecida para uma definição simples, concreta e científica de energia: considere a famosa equação de Einstein, E=mc&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;, que qualquer criança conhece mas que tão poucos param pra pensar os 30 segundos necessários para entendê-la. Energia é igual a massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz. Simplifique esta equação: massa pode ser expressa em gramas, e velocidade em metros por segundo. Assim sendo, energia equivale à quantidade de trabalho necessária para mover algumas gramas por alguns metros em alguns segundos [4]. Energia é uma medida de trabalho. Se eu levanto uma pedra, eu estou transferindo a ela energia potencial suficiente para afundar um pedaço do topo da minha mesa em um centímetro quando eu a largar [5]. As calorias de energia química que meu corpo absorve quando eu como uma barrinha energética dão a meus músculos carga suficiente para escavar um buraco e tirar duzentas libras [6] de terra do meu jardim. Em nenhum lugar Einstein discute nuvens flutuantes e luminosas, ou campos de poderes místicos gerados por espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando espiritualistas discutem energia, não aceite cegamente o que eles estão dizendo só porque “energia“ é uma palavra com a qual você está acostumado, e que soa científica. Em muitos casos, o uso da palavra não faz o menor sentido. Quando você ouvir a palavra “energia“ usada casualmente para descrever uma força ou habilidade mística, exija uma explicação. Peça que a pessoa defina “energia“. É calor? É um volante de inércia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom teste a se fazer é substituir a palavra “energia“ por “capacidade mensurável de trabalho“, quando a mesma for usada em um sentido espiritual ou paranormal. A frase ainda faz sentido depois da substituição? Ela realmente  fornece qualquer informaçao que apoie a afirmação feita? Lembre-se que energia não é o que está sendo diretamente medido: energia é que uma medida de trabalho, realizado ou potencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere, por exemplo, a seguinte afirmação feita pelos proponentes da Yoga Kundalini: “&lt;i&gt;A liberação e ascenção da energia espiritual adormecida permite ao aspirante transcender os efeitos dos elementos e alcançar a consciência&lt;/i&gt;“. Isto seria realmente fantástico, se a energia fosse na verdade aquela nuvem colorida e brilhante, volitando onde quer que se faça necessária a operação de um milagre. Infelizmente não é e, substituindo a palavra “energia“ por “capacidade mensurável de trabalho“, vemos que a afirmação não está na verdade tentando medir ou quantificar nada além da própria palavra “energia“. Nós temos uma “capacidade mensurável de trabalho espiritual adormecida“, e nenhuma outra informação. Meio vago, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que esta afirmação tivesse qualquer mérito, os autores deveriam pelo menos explicar como esta energia é armazenada ou manifestada. Seria por um acaso energia potencial química armazenada em células de gordura? Seria calor se dissipando através do corpo? Ou alguma quantidade mensurável de energia eletroagnética, e, se for, onde está o ímã? Qualquer que seja o caso, esta suposta energia deve ser mensurável e quantificável, ou não poderia, por definição, ser chamada de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma ótima razão pela qual não se escuta médicos ou farmacêuticos discutindo campos de energia: isto não faz sentido. Eu penso que, em geral, manter uma mente aberta e estar pronto para ouvir afirmações que envolvam energia é uma ótima atitude, mas sempre com uma abordagem cética e científica.  A próxima vez que você escutar alguma afirmação do gênero, substitua “energia“ pela expressão “capacidade mensurável de trabalho“, e você estará bem preparado para separar bobagens de idéias sólidas.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Notas do Tradutor:&lt;/span&gt; --&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] IMDB: &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0399877/" target=“imdb“&gt;http://www.imdb.com/title/tt0399877/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Bem, em português o termo “energia“ é, sim, um substantivo próprio. O que o autor quis dizer (como descrito na frase seguinte) é que “energia“ não é um conceito físico que existe po si só, mas sim uma medida da capacidade de realização de trabalho (Como Mark Crislip costuma brincar em seu podcast “Quackcast“, isto só pode significar que adolescentes possuem Energia = 0).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] E dos Brasileiros, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Neste parágrafo, o autor confunde um pouco seus conceitos físicos. Na verdade, energia pode ser considerada como  a quantidade de trabalho necessária para acelerar uma certa massa ao longo de uma certa distância. As unidades de medida de energia refletem isto de forma bastante intuitiva. Por exemplo, no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Internacional_de_Unidades"&gt;sistema internacional&lt;/a&gt; MKS, a unidade de energia é o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joule"&gt;Joule&lt;/a&gt; (J), sendo 1 J = 1 Kg*m&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;/s&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; = 1 N*m (onde N representa o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Newton_%28unit%29"&gt;Newton&lt;/a&gt;, uma unidade de força). Se considerarmos que a definição do Newton é a quantidade de força necessária para acelerar uma massa de 1Kg à taxa de 1m/s&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;, e que a definição física de Trabalho é a aplicação de uma certa força ao longo de uma certa distância, temos que a definição de energia poderia ser lida como &lt;i&gt; o trabalho realizado para submeter uma certa massa a uma dada aceleração, ao longo de uma certa distância.&lt;/i&gt; Esta pequena confusão, entretanto, não prejudica a linha de argumentação definida pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] A pedra, neste caso, será acelerada pela gravidade, por toda a distância entre a minha mão e a mesa. Temos assim uma certa massa sendo acelerada constantemente ao longo de uma certa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Cerca de 90Kg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Referências fornecidas pelo autor&lt;/span&gt; ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;California Energy Commission. "Energy Story. Chapter 1. What is Energy?" Energy Quest. California Energy Commission, 22 Apr. 2002. Web. 6 Dec. 2009. &lt;a href="http://www.energyquest.ca.gov/story/chapter01.html"&gt;http://www.energyquest.ca.gov/story/chapter01.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duff, M.J. “The world in eleven dimensions: supergravity, supermembranes and M-theory.“ Bristol: Institute of Physics Publishing, 1999. 1-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoffman, Frank W., Bailey, William G. “Mind and Society Fads.“ Binghamton: The Haworth Press, 1992. 198-201.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kurtz, Paul, editor, Stenger, Victor J., author. “Skeptical Odysseys: Personal accounts by the world's leading paranormal inquirers.“ Amherst: Prometheus Books, 2001. 363-374.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sanatan Society. "Raising Kundalini energy with Kundalini Yoga through the chakras." Kundalini Yoga. Sanatan Society, 8 Apr. 2004. Web. 13 Dec. 2009. &lt;a href="http://www.sanatansociety.org/chakras/kundalini_yoga.htm"&gt;http://www.sanatansociety.org/chakras/kundalini_yoga.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-5012406539420545894?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/5012406539420545894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=5012406539420545894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/5012406539420545894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/5012406539420545894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/06/skeptoid-episodio-1-energias-da-nova.html' title='Skeptoid Episódio 1: Energias da Nova Era'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCdzzea7YBI/AAAAAAAAE6I/-pRCeNVLk1k/s72-c/skeptoid.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-499454534903556887</id><published>2010-06-24T22:16:00.001-03:00</published><updated>2010-06-25T10:17:09.568-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Sobre ciência e não-ciência</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/SUig1l4LSnI/AAAAAAAADcA/533_BbotGbM/s1600-h/Evidence.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/SUig1l4LSnI/AAAAAAAADcA/533_BbotGbM/s200/Evidence.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280647405653150322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É &lt;strike&gt;insuportável&lt;/strike&gt; interessante observar uma certa posição frequentemente observada em defensores ou proponentes de sistemas "alternativos" de conhecimento, como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Astrologia" target="wiki"&gt;astrologia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vegetoterapia_car%C3%A1tero-anal%C3%ADtica" target="wiki"&gt;vegetoterapia&lt;/a&gt; e demais maluquices do gênero. Se por um lado é comum ver estas pessoas argumentando que "a ciência nada mais é que um dentre múltiplos sistemas de conhecimento, todos igualmente válidos" (outra hora escrevo sobre o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-modernidade" target="wiki"&gt;pós-modernismo&lt;/a&gt;, o câncer no cérebro social responsável por absurdos como o anterior), por outro estas mesmas pessoas tendem a tentar se agarrar desesperadamente à primeira oportunidade de obter um crivo científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para citar um exemplo encontrado há algum tempo em uma lista de discussão da que participo, considere a &lt;a href="http://www.sciencebasedmedicine.org/?cat=8" target="sbm"&gt;acupuntura&lt;/a&gt;: diversos proponentes desta modalidade argumentaram por décadas que "o paradigma cartesiano mecanicista whatever whatever nao é apropriado para avaliar os efeitos holísticos transcedentais herméticos yadda yadda yadda da acupuntura" (sim, este é um exemplo assumido da famosa &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Straw_man"&gt;falácia do espantalho&lt;/a&gt;. Mas só em parte!). Esta mesma turma, porém, logo pulou feliz e satisfeita no vagão do "comprovado cientificamente" assim que os primeiros resultados de estudos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;científicos&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sérios comecaram a indicar a existência de algum efeito resultante da inserção das famosas agulhinhas na pele de pacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, agora que estudos mais abrangentes não tem encontrado diferenças significativas entre os efeitos de acupuntura "de verdade" (colocando as agulhas nos lugares ditados pela medicina tradicional chinesa, com toda aquela historinha de "meridianos", "fluxo de energias", etc.), acupuntura "de mentirinha" (espetando agulhas em lugares aleatórios do paciente) e até mesmo acupuntura "de mentirona" (cutucando pacientes com palitos de dentes, mas de forma que eles achem que tem agulhas de verdade perfurando a pele) os proponentes tendem a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;a)&lt;/span&gt; se ater aos estudos preliminares que lhes são mais convenientes, ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;b)&lt;/span&gt; denunciar novamente a inquisição científica intolerante e inapropriada para estudar a "verdade" por tras das tradições orientais milenares.&lt;sup&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6464036#footnote1"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:gray;"&gt;Voltando ao tema principal do científico &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; não-científico, o que me parece é que determinados campos do conhecimento humano - não entrando aqui em julgamentos do valor relativo de cada um - desejam muito, mas muito mesmo, obter a credibilidade científica, sem contudo se submeter aos métodos que são a fonte desta credibilidade. Como meu camarada Bogdan Nassu colocou em um de seus excelentes textos, nem todos os campos de estudo &lt;span style="font-style: italic; "&gt;precisam&lt;/span&gt; ser científicos. Alguns simplesmente não o são, particularmente no campo das artes, música, ou literatura. Outros, como História, não são classificados como ciência, mas frequentemente empregam o método científico na investigação da autenticidade de certos documentos ou relatos históricos. Outros ainda, como a Psicologia, possuem sub-campos altamente científicos (e.g., ciência cognitiva e comportamental) e outros muito pouco científicos (terapia &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Jung"&gt;junguiana&lt;/a&gt;). A minha própria área de computação evolutiva apresenta trabalhos em diversos pontos do &lt;i&gt;continuum&lt;/i&gt; entre os dois extremos da ciência e não-ciência (embora estejamos trabalhando para nos aproximar da primeira, e nos afastar da última).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mistura de ciência e não-ciência em diversas áreas da academia &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(128, 128, 128); "&gt;frequentemente &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(128, 128, 128); "&gt;acontece devido ao fato de certas questões serem intrinsecamente não-científicas: Picasso é melhor que Dali? Lasanha é mais gostoso que bife? Nestes casos a resposta depende de certos julgamentos de valor, o que torna estas perguntas não apropriadas para a abordagem científica. Coloque uma declaração objetiva, uma hipótese falsificável, em qualquer das questões acima (por exemplo, "&lt;span style="font-style: italic; "&gt;Lasanha é mais popular que bife na população X&lt;/span&gt;") e você começa a entrar no domínio da investigação científica, uma vez que pode estabelecer métricas adequadas, controlar variáveis em experimentos, determinar intervalos de confiabilidade, e assim por diante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#808080;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(128, 128, 128); "&gt;&lt;sup&gt;&lt;a name="#footnote1"&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; Para saber mais sobre estudos sérios sobre acupuntura, eu sugiro os arquivos do &lt;a href="http://www.sciencebasedmedicine.org/?cat=8"&gt;Science Based Medicine&lt;/a&gt; sobre acupuntura, e as revisões do &lt;a href="http://search.cochrane.org/search?q=acupuncture&amp;amp;restrict=cochrane_org&amp;amp;scso_cochrane_org=whole+site&amp;amp;scso_review_abstracts=Cochrane+reviews&amp;amp;scso_registered_titles=registered+titles&amp;amp;scso_evidence_aid=evidence+aid&amp;amp;scso_colloquia_abstracts=colloquia+abstracts&amp;amp;scso_newsletters=newsletters&amp;amp;ie=&amp;amp;site=my_collection&amp;amp;output=xml_no_dtd&amp;amp;client=my_collection&amp;amp;lr=&amp;amp;proxystylesheet=http%3A%2F%2Fwww.cochrane.org%2Fsearch%2Fgoogle_mini_xsl%2Fcochrane_org.xsl&amp;amp;oe=&amp;amp;filter=0&amp;amp;btnG=Search&amp;amp;sub_site_name=Cochrane.org+search"&gt;Cochrane Collaboration&lt;/a&gt; sobre o tema. Ambos são excelentes fontes para assuntos relacionados à medicina baseada em evidências, e não em mágica ou ideologia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-499454534903556887?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/499454534903556887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=499454534903556887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/499454534903556887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/499454534903556887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/06/sobre-ciencia-e-nao-ciencia.html' title='Sobre ciência e não-ciência'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/SUig1l4LSnI/AAAAAAAADcA/533_BbotGbM/s72-c/Evidence.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6464036.post-363379855419239295</id><published>2010-06-24T15:26:00.006-03:00</published><updated>2010-06-24T16:50:09.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicado'/><title type='text'>De volta!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCOkNgnh5TI/AAAAAAAAE44/s9ihGiE7ouI/s1600/Snoopy.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 153px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCOkNgnh5TI/AAAAAAAAE44/s9ihGiE7ouI/s200/Snoopy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5486409323068384562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="gray"&gt;&lt;/font&gt; Sim, meus caros, estou de volta! O blog antigo foi devidamente arquivado &lt;a href="http://campelog-2004-a-2009.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;, e a partir de hoje estou começando uma nova fase do Campelog. Os temas básicos são os mesmos: ciência, ceticismo, aleatoriedades e desabafos ocasionais sobre temas diversos. Aos poucos vou burilando o estilo editorial e ajustando o blog à minha rotina novamente. O plano é começar sozinho e de tempos em tempos publicar algum texto de convidados. Estou, como sempre, aberto a críticas, idéias e sugestões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos amigos que ainda tinham o velho Campelog em seus agregadores: sejam bem vindos à casa nova, e espero que gostem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6464036-363379855419239295?l=campelog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://campelog.blogspot.com/feeds/363379855419239295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6464036&amp;postID=363379855419239295' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/363379855419239295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6464036/posts/default/363379855419239295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://campelog.blogspot.com/2010/06/de-volta.html' title='De volta!'/><author><name>Felipe, o Campelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03996202121728293994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCTic6C49yI/AAAAAAAAE5o/iLAfu16GNeY/S220/1+(371).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-l1ubQ1Csw0/TCOkNgnh5TI/AAAAAAAAE44/s9ihGiE7ouI/s72-c/Snoopy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
